Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 30/08/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. A gravidez na adolescência é um problema que persiste na sociedade brasileira a algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema da persistência para a extinção, a combinação de fatores governamentais e familiares acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, de acordo com o Ministério da Saúde, em 2015, 574 mil crianças nascidas eram de mães entre 10 e 19 anos. Por não terem seus corpos biologicamente preparados, podem ter alguns problemas, como parto prematuro e eclampsia, o que é um risco não apenas para as mães, mas também para os bebês. Além disso, a gravidez precoce afeta seus estudos bem como seu futuro profissional. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 76% das adolescentes que engravidaram abandonaram a escola.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. A falta de orientação nas escolas sobre educação sexual e métodos contraceptivos faz com que o número de casos aumente. Como também, por ser um assunto que ainda gera muito preconceito e tabu, não é devidamente discutido no meio familiar, o que mostra como é importante discussão do assunto tanto em casa, como nas escolas.

Portanto, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Sob a perspectiva filosófica de Immanuel Kant, o ser humano é fruto da educação. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação (MEC) - ramo responsável pela formação civil - inserir na base nacional comum curricular a disciplina de educação sexual em todas as escola, com o intuito de orientar os alunos sobre as prevenções e os perigos da gravidez precoce. Ademais, seria interessante que a mídia, por meio de novelas que abordem o tema, buscassem orientar as famílias a dialogarem em casa. Só assim, será possível mudar o percurso da persistência pra a extinção.