Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/08/2019
O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão da gravidez na adolescência. Nesse sentido, é notória que a educação sexual para os jovens é a base para a redução da quantidade de garotas grávidas. Entretanto, para isso, é preciso desmistificar preconceitos a respeito do ensino sexual nas escolas. Ademais, cabe salientar que meninas que já passaram pelo parto, voltam a engravidar, sendo um grupo que também precisa e orientação. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter essa situação.
Nesse contexto de educação sexual, segundo dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos, 16% dos nascimentos do país em 2018, a mãe tinha entre 15 e 19 anos. Tal dado reitera a importância do assunto em sala de aula, pois, não raro, os jovens estão iniciando a vida sexual precocemente, fato que corrobora para o recrudescimento de gravidez na adolescência, pela falta de direção. No entanto, vigora-se na sociedade desconhecimento acerca do tema, cuja acredita que o ensino desse tema na escola inserirá tais pessoas na vida sexual. Logo, são primordiais campanhas que mostrem o perigo de engravidar no período pubescente, pois traz riscos, como:nascimento prematuro e eclampsia materna. Assim, ações que promovam o saber são significativas.
Ainda nesse viés, dados do Ministério da Saúde (MS) confirmam que adolescentes pobres têm 5x mais chances de engravidar do que meninas em melhores condições sociais. Por conseguinte, há perpetuação de um ciclo de exclusão social e pobreza, visto que a maioria das garotas grávidas vive a margem social e, por vezes, abandonam os estudos para cuidar da criança ou trabalhar em empregos não tão bem remunerados. Além disso, o desconhecimento sobre a sexualidade e sua prevenção continua mesmo após a parição. Já que, não inesperadamente, pela falta de orientação, essas meninas voltam a engravidar. Dessa forma, somado a educação sexual, deve haver também educação familiar, para que essas garotas possam organizar-se no núcleo familiar tanto financeira quanto maternalmente. Com isso, as estatísticas gradualmente diminuirão e com ela a exclusão social.
Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do Ministério da Educação e MS nas instituições de ensino, por intermédio de campanhas midiáticas, palestras e discussões comandadas médicos, psicólogos e mães adolescentes, voltadas não somente para o núcleo escolar, mas para toda sociedade. Logo, em posse de esclarecimento sobre o tema, contribuirá para o melhor contato entre os jovens, responsáveis e professores sobre o assunto. Além disso, devem-se orientar meninas e meninos acerca da vida sexual, ao exibir os riscos, responsabilidades e também as maneira de prevenir-se. Assim, paulatinamente, conseguir-se-á reduzir os casos de gravidez na adolescência.