Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/08/2019
Baby Boom (explosão de bebês) é o termo utilizado para explicar ao aumento populacional nos anos seguintes à segunda guerra mundial. Por isso, nesse período houve uma grande expansão demográfica. Em paralelo com a atualidade, o aumento da gravidez na adolescência resulta no crescimento desordenado da população. Com isso, tal fato está ligado diretamente à falta de planejamento familiar associado à inércia estatal.
Mormente, é imprescindível destacar que o planejamento familiar não é amplamente disseminado na cultura brasileira. Assim, como prova dessa realidade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que 20% dos bebês nascem de mães adolescentes. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o país possui o índice relativo à gravidez na adolescência acima da média latino-americana. Por conseguinte, essa ausência de planejamento afeta a educação dessas mães e a condição social do seu núcleo familiar.
Somado a isso, o governo não desenvolve medidas efetivas para controlar esse problema. Sendo assim, são distribuídos métodos contraceptivos, porém, as campanhas de prevenção da gravidez não demonstram resultados efetivos. Nesse sentido, esse fato é comprovado pelos dados do Ministério da Saúde (MS), ou seja, entre 2005 e 2015 houve um decréscimo de apenas 3% da taxa de natalidade entre jovens. Ademais, é possível comparar o Brasil com a China, isto é, enquanto essa adota medidas estatais, aquele se abstém dessa responsabilidade.
Portando, é papel do Estado promover o controle do crescimento desordenado. Desse modo, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação devem desenvolver uma campanha para redução da gravidez entre jovens, por meio do planejamento familiar. Assim sendo, é importante realizar palestras nas escolas, ampliar a divulgação nos meios de comunicação e intensificar a distribuição dos métodos contraceptivos. Com isso, espera-se minimizar os impactos na sociedade e promover um crescimento ordenado, diferente do ocorrido no fenômeno Baby Boom.