Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/08/2019
No filme “Juno” é relatado a história de uma adolescente - Juno - que engravida aos 16 anos e vive diversas dificuldades a procura de um casal que pudesse criar seu filho. No que tange a gravidez na juventude, o drama da ficção se assemelha a realidade de muitas jovens no Brasil. Haja vista que os números de gestantes adolescentes no país é maior que a média mundial, cabe analisar que há escassas medidas governamentais no combate ao impasse.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar o papel da família na orientação aos adolescentes. Entretanto, a gestação precoce e, mais ainda, o sexo são tabus em muitos lares. Paralelo a isso, o Governo, por vezes, numa visão conservadora, assim como a familiar, não busca abordar essas temáticas de maneira regular e expansiva com a sociedade, sobretudo, nos meios de comunicação, maximizando a invisibilidade do problema. Assim, o Estado ao não incentivar nos núcleos familiares a discussão sobre vida sexual e, por conseguinte, a gravidez na adolescência, acaba por contribuir na perpetuação dessa adversidade.
Ademais, vale destacar a função dos psicólogos no auxílio aos adolescentes para que lidem melhor com essa nova fase de descobertas.Entretanto, há de se considerar que grande parte dos adolescentes passam um período considerável nas escolas e, estas, de ensino público, no geral, não têm psicólogos que poderiam assistir e conscientizar os estudantes sobre a gravidez indesejada e a sexualidade. Dessa forma, as Autoridades falham em não tornar economicamente viável a presença obrigatória de psicólogos nas escolas públicas.
Depreende-se, portanto, que o Governo não tem tomado ações eficazes para minimizar a gravidez na adolescência. Assim, é fundamental que o Ministério da Educação trabalhe em conjunto com o Ministério da Família para a elaboração de um projeto que irá abordar o tema da gestação precoce nas redes sociais e escolas, enfatizando os perigos a saúde feminina, formas de prevenção a gravidez e incentivando o diálogo mais aberto sobre sexualidade no meio familiar, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente, a fim de tornar o jovens mais conscientes e possibilitar uma emancipação sem grandes prejuízos. Só assim, irá reduzir os diversos dramas vividos pelas diversas Junos da vida real.