Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/08/2019
Ao afirmar ‘‘Se queres prever o futuro, estude o passado’’, o filósofo chinês Confício, de certa forma, faz uma comparação entre o passado e o futuro. De fato, ele estava certo, pois ao observar, sobre uma ótica crítica, as ações governamentais a fim de amenizar a incidência dos casos de gravidez na adolescência, percebe-se que são irrisórias e, mesmo ulterior a avanços educacionais, a conjuntura de iniquidade perdura, devido ao descaso estatal que resulta em indivíduos pouco instruídos.
Em primeira análise, cabe pontuar que a Constituição Federal foi sintetizada com base no sonho do bem-estar social para todos os indivíduos. No entanto, ao refletir acerca da atual conjuntura de gravidez na adolescência na qual inúmeras adolescentes estão integradas, torna-se notório que o poder público não cumpre o seu papel de agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que essas pubescestes não têm acesso prático a informações de cunho instrutivo. Dessa forma, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade dessas jovens configura, não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal e que, portanto, deve ser modificada em todo o território nacional.
Seguindo essa lógica, é notável que o fator educacional é uma complicação que orbita o cenário no qual essas juvenis fazem parte. Todavia, faltam medidas efetivas por parte das autoridades competentes para que esse espectro seja reconfigurado. Isso, consoante ao pensamento de Nelson Mandela de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado à medida que os investimentos em campanhas educativas, principalmente nas escolas, só decrescem. Dessa forma, os Direitos Constitucionais previstos no artigo 205 da Carta Magna prevalecem apenas no papel.
Infere-se, portanto, que é imprescindível que ações sejam tomadas de modo a evitar as tribulações do passado e fazer jus à afirmação do filósofo Confício. Logo, o Ministério da Educação, por meio de parcerias com empresas de comunicação, deve promover campanhas televisivas e palestras em escolas, ministradas por Sociólogos e Sexólogos, dessa forma, as informações relativas à educação sexual serão de fácil acesso. Com isso, espera-se, com a democratização dos conhecimentos sexológicos, a redução substancial do índice de gravidez prematura. Somente assim esse problema será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel O Pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.