Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/09/2019

Evasão escolar,preconceito,perda de oportunidades,esses são alguns dos resultados enfrentadas pela maternidade precoce.Porquanto,apesar dos avanços na obtenção de informações e métodos contraceptivos,tal problemática ainda permanece consistente no país.Com efeito,cabe aferir a necessidade de ações governamentais para a desconstrução de conceitos pré-estabelecidas e a atenuação dos impactos do imbróglio.

Faz-se mister ressaltar,antes de tudo,os reflexos da construção ideológica do Brasil.Tendo em em vista, a colonização do país baseada predominantemente na ideologia cristã,a qual considera o assunto sexualidade um tabu,e a crença de que função feminina na sociedade é a procriação,aliado a cultura das “novinhas”,contribui para que as meninas tenham uma vida sexualmente ativa cada vez mais cedo,consequentemente a banalização do assunto sexo coopera para que a relação seja desprotegida.Ademais,conforme Foucault,alguns temas por se tratarem de assuntos relacionados a camada mais minoritária da sociedade são silenciados e negligenciados.Nesse prisma,a gravidez precoce por atingir especificamente a população de baixa renda não recebe a devida atenção do Estado,tornando-se um problema endêmico.

É importante analisar,também,a necessidade de atitudes Governamentais para a mitigação dos efeitos da gravidez precoce.Isso decorre,pois,o  maior índice esta concentrado,predominantemente,na população pobre-já abandonada pelo Estado-que não possui conhecimento e acesso aos anticonceptivos adequados para seu organismo.Assim,passa a ser reproduzido a ciclo do pobreza,no qual a gravida que não possuiu uma assistência para o desenvolvimento saudável da etapas de sua vida,criará uma criança que enfrentará  as mesmas questões.Prova disso, é que de acordo com o IBGE,adolescentes gravidas têm três vezes mais chances de evadir a escola.Dessa forma,urge medidas que revertam esse quadro.

Fica evidente,portanto,que o Governo deve providenciar deliberações,na finalidade de amenizar as causas e consequências da gravidez precoce.Destarte,impera o  Ministério da Educação em parceria com a mídia instruir sobre sexo,implicações e medidas contraceptivas,por meio de propagandas engajadoras com “digitais influencers” nas redes sociais que usem uma linguagem proxima do publico jovem e mostrando casos de pessoas que lidaram com a maternidade precoce,a fim de conscientizar sobre o sexo seguro e desconstruir tabus pré-estabelecidos.Analogamente,precisa fazer com que a premissa de Foucault não seja mais real,mediante extensões nas escolas públicas que ofereçam creches  e cursos profissionalizantes as mães,no intuito de dar auxílio a criança e a adolescente.