Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/09/2019

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 574 mil crianças nasceram de mães com idade de 10 a 19 anos no Brasil. Esse dado mostra que a gravidez na adolescência ainda é um problema atual. Dessa forma, é inegável o fato de a gravidez na adolescência ocorrer pela falta de medidas efetivas do Estado em relação a essa problemática e pela falta de educação sexual para os jovens.

Primeiramente, o Estado é ineficiente em medidas como prevenção e assistência às gestantes adolescentes. O sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “modernidade líquida”, afirma que algumas instituições, dentre elas o Estado, perderam suas funções sociais ao longo da história e se configuram, hoje, como instituições fantasmas. Dessa maneira, o estado não cumpre seu papel social em relação à gravidez na adolescência. Fato que corrobora o aumento do problema.

Ademais, a pouca de educação sexual para crianças e adolescentes é um fator determinante que contribui para a gravidez na adolescência. Jean Piaget, em sua teoria construtivista, afirma que o conhecimento é resultado da construção pessoal da criança, ou seja, se inicia na infância. Nesse sentido, é de suma importância que a educação sexual esteja presente de forma adequada e adaptada à realidade dos jovens.

Portanto, urge que o Estado atue de forma efetiva para diminuir a gravidez na adolescência no país. O governo federal, por meio do Ministério da Educação, deve incentivar as escolas a promover aulas de educação sexual e palestras que mostrem, de forma adaptada à faixa etária dos jovens, meios para se prevenir a gravidez na adolescência. Essas aulas e palestras serão realizadas no ambiente escolar e as escolas poderão chamar os pais dos alunos para participar e discutir o tema. a finalidade dessa ação é diminuir a gravidez entre jovens para que assim, o número de crianças nascidas de mães adolescentes diminua com o tempo.