Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 23/09/2019
Um levantamento realizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde apresenta que um a cada cinco bebês nascidos por ano é filho de adolescente. Analogamente, uma gravidez prematura acarreta em prejuízos escolares e profissionais atrelado a possibilidade de gravidez de risco para a mãe e o bebê. Dessa maneira, ações governamentais são necessárias para reduzir os índices de adolescentes grávidas.
Convém ressaltar, a princípio, a necessidade de informatizar os jovens que iniciam a vida sexual prematuramente. Sob este aspecto, uma entrevista realizada para o site Drauzio Varella com a ginecologista Evelyn Eisenstein revela que bebês prematuros e/ou com sobrepeso e mortalidade infantil são os principais riscos. Quanto a este fator, os jovens carecem de orientações sobre a prevenção e os riscos de uma gravidez precoce comprovando-se que eles precisam de um aprofundamento educacional sobre sexo, pois vai além de uma satisfação sexual.
Paralelo a isso, é importante que os pais e a saúde estejam envolvidos para acompanhar o inicio de uma vida sexual na juventude. Nesse viés, um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revela que aproximadamente sessenta por cento das mães adolescentes não estudam e nem trabalham. Ademais, a vida acadêmica e profissional dessas jovens é paralisada, já que o bebê demanda de tempo e cuidados, pois é totalmente dependente. Essa conjuntura, urge da intervenção das instituições sociais para que sonhos e objetivos interrompidos.
Fica evidente, portanto, a importância de ações governamentais para tratar este entrave. Primordialmente, as prefeituras devem organizar palestras específicas para cada gênero com o intuito de informar e orientar sobre o uso correto dos métodos contraceptivos. Posteriormente, o Ministério da Saúde deve unir-se a família para que a partir dos doze anos os adolescentes comecem a ter um acompanhamento sexual a cada seis meses para prevenir uma possível gravidez futura. Com isso, o país poderá ter jovens informatizados, economicamente ativos e sonhos alcançados.