Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/08/2019
O filme americano “Preciosa” é caracterizado por retratar a história de Clairece - uma jovem sonhadora de 16 anos - que engravidou pela segunda vez do seu pai.Fora da ficção,na conjuntura contemporânea,é notável a incidência da gravidez na adolescência tanto por questões sociais quanto relacionados a abusos sexuais como ocorreu no longa-metragem.Nesse contexto,urge analisar como a falta de uma educação sexual e a negligência estatal impulsionam tal problemática.
Em primeira análise,convém salientar que a gravidez na adolescência está intrinsecamente ligado à falta de orientação sobre a sexualidade.Segundo dados do Fundo da População das Nações Unidas,o Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez precoce da América do Sul.Isso ocorre,sobretudo,devido à omissão das instituições de ensino em instruir os docentes sobre os métodos contraceptivos adequados seja para evitar uma gravidez indesejada,seja para evitar doenças sexualmente transmissíveis.Em decorrência disso,muitos jovens iniciam relações sexuais sem ao menos ter tido uma conversa com pais ou orientadores,na qual evitaria uma possível gravidez não planejada.Dessa forma,a ocorrência da gravidez na adolescência contribui para o aumento da evasão escolar.
Outrossim, vale ressaltar a ineficácia governamental em atuar na prevenção da gravidez na puberdade.De acordo com a Constituição Federal de 1988,é dever do Estado garantir a proteção integral a criança e ao adolescente.Entretanto,esse direito não é efetivo na prática,uma vez que o Poder Público se omite em relação a gravidez na adolescência no que se refere a disponibilização de informações e métodos contraceptivos.Nesse viés,por não terem acesso facilmente aos meios preventivos os jovens optam por terem relações desprotegidos e,consequentemente,ficam suscetíveis ao início da fase materna precocemente.Desse modo,a negligência estatal,ao investir minimamente na prevenção faz com que esses indivíduos não tenham o pleno desenvolvimento necessário.
Infere-se,portanto,que é imprescindível medidas para minimizar a incidência da gravidez na adolescência.Logo,cabe ao Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela formação civil - desenvolver debates e palestras nas escolas que elucidem aos docentes as consequências que a gravidez indesejada acarreta na saúde e na vida social deles.Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados,como médicos e psicólogos,a fim de evitar a ocorrência precoce da maternidade e,posteriormente,diminuir a evasão escolar.Ademais,o Ministério da Saúde deve aumentar a distribuição de métodos contraceptivos nas unidades básicas de saúde,em especial nas comunidades carentes,por meio de verbas governamentais,com o objetivo de atuar de forma preventiva.