Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 30/08/2019

Em 1900, as mulheres entravam na fase reprodutiva com cerca de 17 anos. Hoje, as meninas menstruam e iniciam a vida sexual cada vez mais cedo. Com isso, muitas acabam engravidando e têm o seu futuro comprometido. Em contrapartida, existem casais extremamente responsáveis, que possuem planejamento familiar e começam a ter filhos somente depois de ter todos os seu desejos pessoais mitigados.

É fato que as disparidades sociais existentes no Brasil trazem diversas consequências para a chamada classe baixa. Uma delas é o alto índice de gravidez entre meninas de 10 e 19 anos, que atinge, na maioria das vezes, a periferia das cidades e as regiões mais pobres do país. Isso pode ser visto em pesquisa da OMS que revela um número de 400 mil crianças nascidas de mães adolescentes. Tal fenômeno tem principais causas a falta de informação das adolescentes e da sua família. Sendo assim, muitas não são devidamente orientadas dos malefícios de uma vida sexual precoce e, consequentemente, de uma gravidez não planejada. Por conseguinte, muitas meninas deixam a escola para se dedicarem ao filho e desenvolvem uma série de problemas de saúde, além de transtornos psicológicos que a acompanha por toda a vida.

Em contrapartida, existem jovens com maior poder aquisitivo que escolhem investir nos estudos e na carreira profissional antes de formar uma família. Esse ponto de vista encontra raízes profundas no atual mundo globalizado chamado, pelo sociólogo Zymunt Bauman, de época líquida, com pessoas mais preocupadas em ter do que ser. Sendo assim, tem-se um ponto negativo dessa era. Por outro lado, a velocidade e a instantaneidade de informações gera jovens conscientes de seus atos. Porém, essa informações não chega a todos, visto que temos um excesso concentrado nas mãos de poucas pessoas.

É imprescindível, portanto, medidas governamentais que reduzam os índices de gravidez a adolescência. É necessário que as prefeituras municipais formem equipes de profissionais capacitados na área, que vá aos bairros de periferia dessas cidades e desenvolva um diálogo entre adolescentes e suas famílias. Esses podem informar os problemas causados por uma vida sexual precoce. Além disso, para aquelas meninas que já têm vida sexual ativa, é necessário a conscientização em relação aos métodos contraceptivos. Assim, espera-se que haja uma redução significativa dos índices e que tal problema não componha mais a realidade do país.