Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 30/08/2019

Na última década, houve uma significativa melhora nos padrões de vida do brasileiro. O crescimento econômico aliado a políticas de distribuição de renda permitiram esses avanços. Contudo, nem todos os índices tiveram tantas melhoras. A gravidez na adolescência e infância ainda é um problema grave. Isso é, em grande medida, consequência do estereótipo feminino machista brasileiro e dos escassos meios de acesso a informações sobre gravidez e métodos contraceptivos.

De início, vale ressaltar que a visão machista da mulher como obrigatoriamente mãe contribui grandemente para as taxas de natalidade apresentadas. Sendo as meninas preparadas, desde a tenra infância, para o papel de de mãe, seja “cuidando” de bonecas que simulam recém nascidos, seja brincando de casinha, onde emulam a vida de donas de casa, a gravidez na infância ou adolescência é, infelizmente, para muitas dessas crianças a realização antecipada de um sonho.

Além disso, a menor escolaridade tem relação direta com a quantidade de nascimentos. Segundo o IBGE, as regiões do Brasil menos escolarizadas apresentam números mais elevados de gestação entre crianças e adolescentes. Isso se dá por conta da pouca educação sexual, dada quase exclusivamente pela escola, que recebem. Na falta da escola, restam poucas opções a essas populações para a aquisição de informações relativas à gravidez e a anticoncepcionais.

A minoração dessa problemática passa, portanto, pelo combate ao machismo e pelo aumento da escolaridade obrigatória. Para tanto, o MEC deve, através de portaria, tornar parte integrante do currículo o estudo de pensadoras feministas. Outrossim, o Governo Federal deve, por decreto ou por projeto de lei, majorar a quantidade obrigatória de anos de estudo. Desse modo, os índices de gravidez na infância e adolescência certamente diminuirão, pois mulheres e homens informados sobre as complicações na gravidez em idade precoce tendem a ter menos filhos.