Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/09/2019

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de adolescentes grávidas no país caiu 17% nos últimos dez anos, todavia, o Brasil ainda figura entre os países com mais casos de gravidez precoce no mundo. Isso se deve, sobretudo, ao pouco empenho do Estado em informar e prevenir sobre os riscos do sexo não seguro, bem como à falta de tato dos pais quanto ao diálogo acerca desse assunto. Logo são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista reverter esse quadro.

É inegável que o assunto “sexo” é considerado tabu para a maioria das famílias brasileiras. No entanto, a família – como um dos pilares sociais instituídos pelo sociólogo alemão Émille Durkheim – precisa tomar ciência do seu papel e orientar melhor os jovens. Ao passo em que não se dispõe de informações seguras sobre a prática sexual como o uso de preservativos, consulta prévia ao ginecologista (no caso das mulheres), por exemplo, passa-se a correr riscos que vão desde uma gravidez precoce à aquisição de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).

Concomitante a isso, a resistência do Estado em permitir a abordagem desse assunto nas instituições de educação preocupa. A escola –outro pilar social de Durkheim –, por ter contato direto com os jovens de todas as idades, deveria poder dispor de sua influência para instruí-los de forma mais dinâmica e eficiente, uma vez que transpõe o campo conservador de algumas famílias.

Logo, fica clara a necessidade de elucidar tais entraves. Posto isso, cabe ao Estado, adjunto dos Ministérios da Saúde e Educação, difundir informação; para isso, autorizar e promover palestras para os alunos sobre o sexo seguro e as consequências de uma gravidez na adolescência seria eficaz. Ademais, criar centros de diálogo e apoio psicológico nas comunidades para instigar conversas entre pais e filhos acerca dos perigos do sexo imprudente é fundamental. Desse modo, os jovens estariam melhor informados sobre os riscos da prática sexual e menos adolescentes teriam seus planos para o futuro interrompidos pela maternidade precoce.