Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 31/08/2019
A gravidez na adolescência é um problema que prevalece no Brasil, mesmo com uma queda na taxa de natalidade, entre os anos de 2005 e 2015, entre adolescentes, os números continuam altos o que se apresenta como um problema social pois uma gravidez precoce pode prejudicar a vida e o futuro da jovem e do bebê.
Em relação a taxa de natalidade, segundo dados do Sinasc, Sistema de informações sobre nascidos vivo, o Brasil apresenta uma média de 68 bebês de mães adolescentes para cada mil jovens entre 15 e 19 anos, o que é alto, já que a taxa mundial é de 46 para cada mil. E esse número alto, segundo dados do Ministério da Saúde, prevalece entre jovens de baixa renda e pouca escolaridade.
Uma gravidez precoce pode prejudicar a vida de uma adolescente uma vez que o corpo ainda não está totalmente preparado para uma gestação, e muitas por medo de contar sobre a gravidez não fazem os exames necessários, assim, podem colocar em risco a vida e saúde do feto e da própria mãe. Além da dificuldade de conciliar estudos com a vida materna, muitas abandonam a escola, também enfrentam dificuldades de entrar no mercado de trabalho, o que prejudica o futuro dessas jovens.
Portanto, analisando o cenário social onde estes números prevalecem, se vê a necessidade de investimento na educação por parte do Estado, para que todos tenham acesso a uma educação de qualidade e possam ter aulas de educação sexual e planejamento familiar para que todos possam ter conhecimento necessário sobre o próprio corpo e prevenção de doenças e gravidez, combinado com disponibilização de métodos anticoncepcionais pelo SUS para jovens de baixa renda. Também é necessário por parte da família saber manter um dialogo com os jovens, tanto para se trabalhar a prevenção, quanto para dar o apoio necessário para aquelas que estão passando para uma gravidez precoce para que não se perpetue um ciclo de pobreza e exclusão social.