Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 30/08/2019

A série “Grávida aos 16” produzida pela MTV, retrata o cotidiano de jovens americanas que engravidam de maneira precoce, além das dificuldades financeiras e sociais que acompanham o problema. No Brasil não é diferente, sendo as ações propostas pelo Governo insuficientes para o controle da situação. Assim, a indisponibilidade de informações no ambiente escolar aliada à distribuição de métodos contraceptivos com baixa eficiência tornam-se entraves para a redução da gravidez na adolescência.

Segundo o filósofo Durkheim, a sociedade apresenta forte poder coercitivo sob seus indivíduos. Nessa lógica, a pessoa em idade escolar sente-se pressionada por seus companheiros de colégio a iniciar a vida sexual. Assim,  a falta de conhecimento sobre o assunto implica na prática sem métodos que evitem uma possível gestação indesejada, o que poderia ser facilmente evitado por meio de políticas que incentivem o diálogo entre aluno e escola.

Ademais, as campanhas que distribuem os métodos contraceptivos possuem eficiência questionável. De acordo com o pensamento de Thomas More, uma sociedade só é completa quando há um política social efetiva. Diante disso, a concessão de preservativos é insuficiente diante do problema, tendo em vista que esses possuem baixa eficiência. É portanto, necessária a distribuição gratuita de novos métodos inibitórios.

Sob esse viés, torna-se imprescindível o trabalho em conjunto do Ministério da Educação com os Governos Estudais, para a implementação de aulas interdisciplinares que visem a elucidação de dúvidas sobre a prática sexual e como evitar a gravidez, de modo que os adolescentes a pratiquem com maior consciência de seus resultados. Outrossim, cabe ao Governo Federal, por meio de verbas destinadas a tal, a distribuição de recursos mais eficientes, como a pílula anticoncepcional, para que assim o número de gestações indesejadas seja reduzido, assim como as dificuldades sociais e econômicas que as acompanham.