Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/09/2019

Não adianta olhar para o céu com muita fé e pouca luta, levanta aí que você tem muito protesto para fazer. Ao compor essa canção, Gabriel, o pensador, talvez estivesse alertado a população para cobrar atitudes do governo em relação as mazelas da sociedade, entre elas: a gravidez na adolescência. Isso se deve não só a falta de diálogo com os pais, como também a precária situação socioeconômica dos jovens. Com efeito, evidencia-se a necessidade de ações governamentais para por fim a isso.

Em primeiro lugar, é preciso considerar as relações entre pais e filhos como um fator determinante para esse problema. Nesse contexto, a formação da sociedade brasileira, durante a colonização, sempre teve como ditador das regras morais a Igreja Católica na qual sempre considerou as relações sexuais como um pecado a ser evitado. Como consequência o tema sexo se tornou um tabu dentre as famílias que não abordam esse assunto com os filhos na adolescência. Prova disso é que segundo o Instituto de Pesquisas de Geografia e Estatística (IBGE), de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe sendo menor de idade.

Além disso, a questão socioeconômica ajuda na progressão do tema. Sob esse viés, jovens que não possuem muitas recursos, devido as grandes crises econômicas do país atualmente, não tem acesso as métodos contraceptivos além da camisinha que é sempre evitada pelos adolescentes. Tal fato é comprovado pelas pesquisas do Ministério da Saúde que demonstrou uma acentuação do problema no Norte e Nordeste.

Portanto, é fundamental ações do governo para o fim dessa mazela. É dever do Ministério da Educação a promoção de feiras de ciências nas escolas para a deliberação desse assunto, a fim de desmistificar heranças do passado colonial e conscientizarem os adolescentes dos riscos de uma gravidez precoce. Ademais, cabe ao governo por meio de impostos arrecadados na Receita Federal, disponibilizar pilulas anticoncepcionais em postos de saúde, com o fito de diminuir os casos de gravidez na adolescência e evitar os danos de uma gestação prematura dos jovens.