Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/09/2019

A gravidez na adolescência é um problema social e de saúde pública. A falta de educação sexual tanto por parte da escola como por parte dos pais, leva a essa condição que, muitas vezes, inviabiliza o futuro dessa jovem.

De acordo com os dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente na América do Sul. Tal condição pode ser associada a falta de informação por meio dos pais e da escola. No Brasil, ainda há um forte tabu acerca da sexualidade, principalmente com meninas. Com isso, cria-se uma ideia de que o sexo e o conhecimento do próprio corpo é algo errado. Assim, tem-se um ambiente onde a jovem fica suscetível à gravidez pois acredita que não irá acontecer tão facilmente, ou porque não sabe como se proteger.

Ademais, pode-se salientar algumas consequências da gravidez precoce na vida dessa mãe. A evasão escolar é quase inegável nesses casos pois muitas vezes a adolescente não tem com deixar o bebê. Junto com isso, vem também a dificuldade de arranjar um emprego e, consequentemente, isso causa um impacto socioeconômico na vida dessa menina. Dessa forma, com planos e sonhos adiantados, essa mulher adolescente pode entrar em uma situação de desajustamento social, familiar e escolar, podendo levá-la a um momento de crises.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde faça maiores campanhas de conscientização juntamente com a mídia, para transmitir propagandas ou até mesmo novelas que abordem a situação da gravidez precoce. Também cabe ao governo melhorar as políticas públicas de saúde e a educação sexual, com a finalidade de informar e criar jovens que conhecem os métodos para prevenção de uma gravidez e os seus riscos.