Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/09/2019

“Uma universitária brasileira tem, em média,1,1 filho. Já uma com menos de quatro anos de estudo tem 4,4.” Essa frase de Drauzio Varella, importante médico brasileiro, expressa uma discussão comum dos tempos atuais: a gravidez precoce. Nesse sentido, em decorrência da ausência de educação sexual e fatores socioeconômicos precários, há o aumento do número de casos de gravidez entre os jovens, o que consiste em uma conjutura que necessita de ações governamentais para amenizá-la.

É válido ressaltar, de início, que durante a Idade Média, em que o pensamento cristão vigorava fortemente, a atividade sexual poderia ser realizada, apenas, depois do casamento, em que o objetivo era, essencialmente, gerar descendentes. Todavia, no contexto contemporâneo, diante de estímulos oriundos da internet, dos meios de comunicação de massa e, até mesmo, do grupo social inserido, os jovens tendem a adotar comportamentos contrários.Prova disso, é que de acordo com o portal de notícias G1, os adolescentes estão começando a se relacionar sexualmente cada vez mais cedo, porém muitos deles desconhecem medidas de proteção ou a julgam pouco importantes. Desse modo estão sujeitos a adquirir uma gravidez indesejada. As consequências, por sua vez, são imaturidade para essa responsabilidade, a qual acarreta problemas psicológicos, em que aliado a falta de apoio da família pode resultar abortos em clínicas clandestinas.

Outrossim, o déficit instrucional sobre métodos contraceptivos é um dos pricipais fatores que corroboram o problema. Tal fato advém da conduta, enraizada culturamente, de grande parte das escolas e famílias brasileiras, as quais sentem dificuldade em falar sobre sexualidade e tornam o assunto um tabu. Dessa forma, as escassas discussões sobre o assunto resultam na pouca informação e orientação aos adolescentes para que eles se previnam de uma possível gravidez. Ademais, conforme a máxima proposta pelo filósofo Immanuell Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.”, então, é de suma importância a conscientização dos indivíduos sobere o uso de, por exemplo, camisinha e pílulas anticoncepcionais, além dos impactos e responsabilidades que um filho gera.

Portanto, a gravidez na adolescência é um problema para todo o âmbito social. Faz-se necessário que o Ministério da Saúde aliado ao Ministério da Educação conscientizem os jovens, por meio de debates, aulas e palestras sobre projeto de vida, planejamento familiar e métodos anticoncepcionais. Além disso, eles devem orientar, também, os pais, ao promover encontros pedagógicos com eles, em que abordem a necessidade do diálogo sobre o assunto dentro das instituições familiares. Assim, o problema será atenuado, contribuindo para o bem comum da sociedade.