Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 31/08/2019
Baby Boom (explosão de bebês) é o termo utilizado para explicar o aumento populacional nos anos seguintes à 2ª Guerra Mundial, entre 1946 e 1964. Por isso, nesse período, houve uma grande expansão demográfica. Em paralelo com a atualidade, o aumento da gravidez na adolescência resulta no crescimento desordenado da população. Sendo assim, tal fato está ligado diretamente à falta de planejamento familiar associado à inércia estatal.
Mormente, é imprescindível destacar que o crescimento das famílias não ocorre de maneira planejada no país. Assim, a Organização das Nações Unidas (ONU) informou que, no Brasil, a taxa de jovens grávidas é maior do que a média mundial. Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) diz que a elevação da pressão arterial e crises convulsivas são alguns dos problemas de saúde que podem acometer a jovem grávida. Em síntese, a mortalidade materna é uma das principais causas da morte entre mulheres de 15 a 24 anos, de acordo com a ONU.
Somado a isso, o governo é ineficiente no desenvolvimento de políticas referentes a esse problema. Apesar disso, conforme com a Constituição Federal, é responsabilidade do Estado proporcionar condições para que todos tenham acesso às informações, meios, métodos e técnicas para a regulação da sua fecundidade. Dessa forma, o Sistema Único de Saúde (SUS) distribui métodos contraceptivos e oferta o teste rápido para gestantes. Entretanto, a SBP afirma que políticas públicas com foco na saúde dessa faixa etária ainda são escassas.
Portanto, é papel do Estado estimular a redução da gravidez na adolescência. Desse modo, o Governo Federal deve intensificar a política de planejamento familiar, por meio da atualização da Lei instituída em 1996. Outrossim, é importante realizar palestras no ambiente acadêmico e ampliar a distribuição dos métodos contraceptivos, especialmente para comunidades em situação de vulnerabilidade. Com isso, espera-se minimizar os impactos sociais e impedir um novo fenômeno Baby Boom.