Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 31/08/2019
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescência como o período da vida compreendido entre 10 aos 19 anos completos. Nesse âmbito, entende-se como a fase das descobertas, picos hormonais e escolhas – diretas ou indiretas - que podem ter influência determinante no presente e no futuro de cada pessoa, assim como o início da vida sexual de forma desprotegida e consequentemente, a gravidez precoce. A priori, segundo o Ministério da Saúde, em 2015, cerca de 574 mil crianças vivas eram de mães adolescentes. Sob esse contexto, observa-se um viés de renda, escolaridade e conjuntura familiar significativo na prevalência desse tipo de gravidez, uma vez que adolescentes pobres, com menor escolaridade e filhas de mães jovens tendem a engravidar mais cedo que as demais. Logo, confirma-se a asserção em relação aos padrões familiares, os quais as adolescentes vivenciam as experiências e as expectativas de suas mães. Sob essa acepção, na perspectiva sociológica de Emile Durkheim, a consciência coletiva constitui o conjunto das crenças e dos sentimentos comuns aos membros de uma mesma sociedade, formando um sistema determinado com vida própria. Desse modo, a socialização ocorre somente quando os valores e costumes da família definem a maneira de ser e agir do indivíduo. Portanto, cada pessoa absorve de seu ambiente os costumes relacionados ao momento socioeconômico e cultural e sua narrativa pregressa, sendo a gravidez na adolescência uma história que se repete de geração em geração. Destarte, constata-se que a gravidez na adolescência é uma realidade recorrente no Brasil. Percebe-se que fatores econômicos e culturais influenciam expressivamente na situação, além do fenômeno de socialização estudado por Durkheim. Sendo assim, a prevenção é a saída para evitar a gravidez precoce. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o MEC, investir em campanhas preventivas em escolas, através de palestras e entrega de panfletos sobre preservativos e métodos contraceptivos, a fim de informar a população sobre as consequências e riscos de uma gravidez precoce e como pode ser evitada.