Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/09/2019

Menarca é a denominação biológica para a primeira menstruação feminina; embora anuncie, na prática, a maturidade biológica em termos de preparação gestacional, não está, de maneira alguma, vinculada à maturidade psicológica para a concepção de uma criança. Nesse contexto, o Brasil abriga índices de gravidez entre jovens excepcionalmente preocupantes, de acordo com dados então divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Contudo, mediante o apoio governamental será realizável a fomentação de melhores bases para a educação sexual em escolas assim como a construção de melhores referências de ordem cultural para crianças e adolescentes de modo a mitigar os efeitos da questão da gravidez precoce no país.

De acordo com dados do  Ministério da Saúde (MS), a gravidez juvenil acomete, principalmente, meninas com menor escolaridade e poder aquisitivo. Nesse sentido, ações ligadas à educação, mais especificamente relacionadas a expansão de conhecimentos biológicos e sociais acerca da consequências de uma concepção precoce por meio de conteúdo didático atualizado e de qualidade são potencias reversoras do panorama da gestação adolescente no Brasil. Nas palavras do economista inglês Arthur Lewis, ‘‘A educação nunca foi gasto, sempre foi investimento’’.

Ademais, a solidificação de boas referências é essencial para a lógica comportamental infanto-juvenil. A escassez cultural é um fator de grande influência na tomada de más decisões por parte de adolescentes. De acordo com estudos divulgados por cientistas norte-americanos para justificar o mau comportamento de jovens delinquentes, esses indivíduos contam com o desenvolvimento ainda incompleto de partes dos cérebro responsáveis por filtrar escolhas, relacionadas com o córtex frontal. Logo, é essencial inserir boas influências de cunho cultural na vida dos adolescentes brasileiros.

Desse modo, é imprescindível a atuação governamental em áreas da saúde e do entretenimento juvenil em decorrência da vertiginosa elevação dos casos de gravidez precoce notificados pelo IBGE. Portanto, o MEC (Ministério da Educação) com auxílio do Governo Federal, poderá padronizar a realização de aulas educativas direcionadas ao público entre 13 e 19 anos de idade quanto à prática segura e consequências do ato sexual. Além disso, com ajuda da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), o governo poderá, também, produzir conteúdo educativo relacionado à essa mesma prática de maneira saudável e consciente de modo a culminar na minimização efetiva dos casos de gestação precoce nessa faixa etária.