Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/09/2019

No documentário ‘‘Meninas’’, é evidenciado, no Brasil, a intensa negligência que a gravidez na adolescência provoca entre as jovens de classe socioeconômica baixa, isto é, assumir, simultaneamente, as responsabilidades de uma mãe e estudar para conseguir o engajamento no mercado de trabalho. Apesar do Estado possuir políticas que evitem à gravidez na adolescência, é fato que esse impasse perpetua-se e, consequentemente, prejudica a vida tanto das jovens mães como dos seus filhos. Indubitavelmente, esse empecilho está intrinsecamente ligado à falta de orientação sexual dos pais e à carência de educação que conscientizem os jovens.

Primeiramente, é notório que a maioria dos adolescentes, não possuem orientação sexual advindos de seus pais, devido às práticas preconceituosas, que não autorizam o diálogo entre pais e filhos, em relação a sexualidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia, cerca de 71% das adolescentes grávidas, não recebiam orientação sexual de seus familiares. Dessa forma, os jovens não só do sexo feminino mas também do masculino, ficam desinformados e por conseguinte são guiados por uma cultura que realiza atos sexuais, inadequadamente. Assim, persistindo a gravidez na adolescência.

Ademais, a falta de conscientização sexual dos jovens é um dos entraves que alavanca a gravidez precoce. Além disso, a ineficiência do Estado, intensifica esse problema social, pois o baixo nível de escolaridade proporciona, ainda mais, a desinformação e falta de orientação entre os adolescentes. De acordo com a Globo News, 78% das adolescentes grávidas são de classe baixa e não receberam educação adequada. Nesse sentido, a Teoria Reformista, defendida pelo filósofo Karl Marx, defende a ideia de que é necessário oferecer um bom sistema de educação e saúde, para que a população obtenha um bom planejamento familiar e controle na gravidez. Assim sendo, torna-se mister a intervenção efetiva do Estado, com o objetivo de erradicar a gravidez na adolescência.

Portanto, é inegável que a gravidez na adolescência, é um grande problema social, devido à falta de diálogo entre pais e filhos, e a carência de educação que conscientize os jovens. Logo, o Ministério da Saúde, em parceria com o Estatuto da Criança e do Adolescente, devem iniciar campanhas socioeducativas que orientem e alertem não só aos jovens mas também aos adultos, sobre os graves riscos que a gravidez precoce provoca, além de divulgar a importância dos métodos contraceptivos, e distribuir preservativos por meio de Unidades Básicas de Saúde, assim como incentivar os pais a dialogar com seus filhos, a sexualidade. Possivelmente, dessa forma, o Estado promoveria o bem-estar dos jovens e a erradicação da gravidez na adolescência.