Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 01/09/2019
Segundo o sociólogo Pierre Bordieu em sua teoria sobre “Habitatus”, a sociedade incorpora as estruturas que são impostas a sua realidade. Nesse viés, após aderir a comunidade neutraliza e por fim reproduz. Análogo a isso, a gravidez na adolescência configura uma mazela social, a família ao se omitir acerca do tema pela crença de que a educação sexual estimula relações precoces contribui para a manutenção do cenário. Somado a isso, há a ineficiência do Estado em educar os jovens sobre a prevenção desse óbice que é reflexo da desinformação. Com efeito, o diálogo entre indivíduos e sociedade sobre formas de reduzir a gravidez na adolescência é medida que se impõe. A priori, é importante salientar que desinformação culmina o cenário de gravidez na adolescência, visto que, torna-se difícil o conhecimento dos métodos contraceptivos. Nesse sentido, a omissão familiar em evitar que os filhos aprendam sobre sexualidade seja em casa ou na escola os deixa a mercê da sorte. Por conseguinte, cria uma geração reprodutora de comportamentos como proposto por Pierre Bordieu. Consoante o filósofo humanista George Santayana, “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Nessa perspectiva, é indubitável que ojerizas históricas que perpetuam hodiernamente têm ligação direta com o passado. Haja vista que as altas taxas de gravidez na adolescência refletem a ausência de uma política estatal de combate a esse óbice. Desse modo, para atenuar essa problemática, cabe ao governo, na figura do Ministério da Educação, a implementação na grade curricular a disciplina educação sexual, mitigando defeito histórico. Destarte, para combater a gravidez na adolescência é necessário que indivíduos e instituições públicas cooperem para redução. Cabe às prefeituras, no exercício do seu papel social, promover palestras sobre o tema e métodos contraceptivos em ambientes de relevância pública, com escolas e câmaras municipais para abranger todo o conjunto da sociedade no intuito de sanar a desinformação. Além disso, faz-se essencial que as famílias estimulem o diálogo acerca da sexualidade com os jovens a fim de romper barreiras que impedem a prevenção à gravidez na adolescência. Apenas sob tal perspectiva, poder-se-á promover a redução dessa mazela.