Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/09/2019
A desigualdade social é o fator primordial em relação a gravidez na adolescência, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), em 2005 o Brasil era a nação mais desigual do mundo. Dessa forma, deve-se analisar a dificuldade das ações governamentais principalmente nas regiões mais pobres do país, onde a orientação sexual é quase inexistente.
Em primeiro lugar, a orientação sexual ainda é um tabu. No Programa Profissão Repórter de dezembro de 2017, professores relatam que os pais não aceitam que falem de sexo na escola, além de que, a maioria dos adolescentes não frequentam a escola.
Desse modo, pode-se observar que existem projetos, porém são ineficazes, diante da cultura dessas localidades. Geralmente o ciclo de gravidez é repassado entre as gerações e tais atos se tornam comuns. Os projetos devem quebrar esse costume, pois afeta o futuro das jovens, já que grande parte abandona a escola após a gravidez.
Ademais, a principal consequência da gravidez entre as menores é a evasão escolar. Dados de uma pesquisa do MEC (Ministério da Educação), relatam que 18% das taxas do abandono escolar está relacionado a gestação.
Portanto, medidas sobre a orientação sexual devem ser aprimoradas. O Ministério da Educação junto com o Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, deve criar matérias de educação sexual na grade curricular e também fazer visitas, para fazer palestras educacionais nas localidades mais pobres, a fim de conscientizar a população acerca da gravidez precoce.