Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/09/2019
Pais e filhos
‘‘Quero colo. Vou fugir de casa. Posso dormir aqui com vocês? Estou com medo, tive um pesadelo". Esse trecho da banda Legião Urbana ilustra o relacionamento entre familiares, o qual é essencial para a criação da concepção de mundo e evitar problemas como a gravidez precoce. Embora a família esteja em primeiro plano, sabe-se que as ações governamentais como a educação sexual e o investimento em saúde pública são relevantes para a resolução desse problema.
Na série norte americana ‘‘Sex Education’’ uma dupla de adolescentes começa a ajudar os demais por meio de uma educação sexual em questões como DSTs, métodos contraceptivos e disfunções sexuais. No Brasil, o sexo ainda é considerado um tabu, o que aumenta os riscos de gravidez precoce. Assim, é essencial que o Governo Federal, sabendo que isso é uma questão de saúde pública, invista em matérias escolares, workshops para a comunidade e programas de TV sobre esse tópico.
Não somente a educação sexual se faz necessária, mas também o investimento em saúde básica. As Unidades Públicas de Saúde assim como os hospitais devem ser locais preparados e equipados para doar medicamentos, como pílulas do dia seguinte e anticoncepcionais. Além disso, esses locais também devem dispor de camisinhas, consultas ginecológicas e até mesmo psicológicas para evitar mais casos de gravidez antes da idade adulta.
‘‘O que você vai ser quando você crescer?’’. Essa indagação foi feita por Renato Russo e é um contraste com a ideia de ser pai ou mãe precocemente. Dessa forma, é fundamental que o MEC juntamente com o Governo Federal criem uma matéria escolar que auxilie na educação sexual de jovens por meio de ilustrações e relatos. Além disso, é necessário o maior investimento governamental sob o SUS para que todos tenham acesso a consultas ginecológicas e métodos contraceptivos de forma rápida e gratuita.