Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/09/2019

O filme A Preciosa retrata os percalços vividos por Claireece: Adolescente de 16 anos a espera de seu segundo filho. Embora a história seja manifestada na década de1980, a gravidez na adolescência é, ainda, um dos problemas mais corriqueiros. Desse modo, é preciso entender as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.

Em primeiro lugar, cabe pontuar a iniciação precoce da vida sexual de meninos e meninas. Em 2013, o IBGE divulgou pesquisas cujos dados apontavam que 28,7% dos jovens, entre 13 e 15 anos de idade, já tiveram relações sexuais e, a maioria, sem preservativo. Nesse sentido, fica evidente a falta de preparação psicológica na escolha do início das atividades sexuais, as quais, deveriam ocorrer de forma consciente, planejada e segura. Logo, a ausência de maturidade e informação sobre o assunto podem acarretar, entre outras consequências, gestações indesejáveis.

Ademais, outros fatores a serem destacados são as condições sociais e econômicas nas quais uma adolescente está inserida. Mães adolescentes que residem em regiões menos desenvolvidas, possuem um acesso precário aos métodos contraceptivos. Além disso,  parte das puérperas tem baixa escolaridade e pouca perspectiva  em relação aos estudos. Meninas de classes sociais mais elevadas tendem a melhores serviços de saúde e educação de qualidade, permitindo-lhes maiores expectativas de vida para o futuro.

Portanto, faz-se necessário medidas que atenuem as causas das gestações precoces. O Governo -Ministério da Saúde- deve preparar profissionais para atender e informar, principalmente em áreas mais carentes, sobre os métodos contraceptivos, e promover palestras sobre temas como orientação sexual e projetos de vida. A família deve orientar os jovens sobre os modos de proteção e os riscos da relação sexual precoce, para que os adolescentes estejam conscientizados e aptos a essa fase.