Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 05/09/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê a todos os cidadãos o direito à segurança, à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil atual, essa teoria não se aplica totalmente à realidade, devido a falta de informação fornecida e o tabu ainda existente sobre assuntos sexuais. Por conseguinte, as taxas de gravidez indesejada entre os jovens tem disparado, a qual traz diversos problemas socioeconômicos para a população, e por esse motivo deve ser combatida. Nesse aspecto, convém analisar as principais ações a serem tomadas pelo Governo para solucionar o impasse.
Inicialmente, pode-se destacar a escassa quantidade de informações sobre as relações sexuais como um dos principais motivadores para o aumento do número de adolescentes grávidas. É possível observar uma grande falta de orientação dos jovens no que diz respeito aos assuntos íntimos. As escolas não costumam trabalhar esse tema, não ensinam como utilizar preservativos e não costumam falar das consequências de engravidar tão cedo. Prova disso está numa pesquisa realizada pelo Portal de Notícias G1, a qual mostra que 65% dos alunos do ensino fundamental II de escolas públicas, não sabem vestir a “camisinha” de maneira totalmente correta. Desse modo, é inadmissível a ideia na qual, em um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humano, esse tipo de falta de informação e de preocupação com a saúde pública esteja ocorrendo.
Além disso, vale ressaltar a atuação das famílias sobre esse assunto. Atualmente, o sexo ainda é tratado como tabu, e muitas vezes não é discutido dentro das casas. Os pais não conversam com seus filhos sobre isso, e por consequência disso, o filho desorientado acaba engravidando cedo, sem formação e renda para bancar uma criança. Na biologia, o parasitismo é uma relação desarmônica na qual um indivíduo se beneficia prejudicando o outro. De maneira análoga, a gravidez indesejada é beneficiada quando a falta de informação está presente, aquela atua como o parasita desta. Segundo uma manchete do Datafolha, cerca de 61% dos pais entrevistados afirmaram que não possuem uma rotina de conversas sobre relações sexuais com seus filhos. Portanto, é inaceitável esse tipo de tabu existente, o qual ocasiona a falta de orientação da nova geração e prejudica diretamente suas vidas.
Visto isso, fica claro a necessidade de ações governamentais para amenizar essa problemática. O Governo juntamente com os Órgãos midiáticos, como a Globo, devem promover propagandas televisivas animadas para atingir a população mais jovem, as quais possuam conteúdo informativo, como: mostrar a importância e como usar preservativos, além de explicar que sexo não é um tabu, e mostrar os problemas da gravidez indesejada, a fim de atingir grande parte das pessoas com informações sobre o sexo.