Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 02/09/2019

É notório que a gravidez na adolescência é um problema social que assola o Brasil desde os séculos passados. Apesar da queda de 20% entre os anos de 2005 e 2015, segundo dados do Ministério da Saúde, é vista a persistência do nascimento de bebês com mães com idade de 10 a 19 anos. Assim, observa-se como motivos principais desse fato a falta de informação de muitos adolescentes com relação à sexualidade e a conservação cultural da sociedade patriarcal, principalmente em áreas menos desenvolvidas. Dessa maneira, vê-se a necessidade do Estado em atuar nas causas da manutenção da gravidez na adolescência, bem como trabalhar nas consequências para a população.

Segundo o pensamento do sociólogo Émilie Durkheim, Fato Social é um acontecimento do passado que moldou o comportamento da sociedade atual. Essa compreensão pode se relacionar com a cultura da sociedade patriarcal que se estabeleceu no Brasil desde a sua colonização, na qual, o momento principal da vida de uma mulher era o casamento e a formação de família, sendo então comum adolescentes gravidas e mães de família. Porém, pode-se analisar que esse pensamento ainda existe na população atual, em especial nas famílias de zona rual e periférica nas cidades, onde a falta de oportunidades estudantis e de emprego, mantém essas meninas reféns da cultura patriarcal. Desse modo, é essencial o Estado reafirmar seu papel como provedor dessas necessidades sociais, para melhor desenvolvimento.

Também é possível referenciar, nessa temática, a falta de informação presente na população carente perante a sexualidade, já que segundo estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a gravidez em adolescentes aumenta entre meninas de baixa escolaridade. Diante disso, é preciso reconhecer a escola como formadora de consciência do ato sexual e suas consequências para o futuro dos adolescentes, visto que muitos pais possuem receio em conversar com os filhos sobre esses assuntos por medo de incentivar a prática ou por não possuírem entendimento essencial para transmitir  Dessa forma, torna-se indispensável a atuação estatal para a redução da natalidade entre adolescentes.

Conclui-se, portanto, a fundamentabilidade da junção entre ações sociais e estatais para diminuição da gravidez entre adolescentes. Logo, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em conjunto com o da Educação, promova o diálogo acerca da educação sexual entre os alunos nas escolas com profissionais capacitados, como ginecologistas e psicólogos ,a fim de esclarecer dúvidas e aconselhar esses jovens acerca das consequências de uma gravidez precoce.