Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/09/2019

No contexto social atual, a gravidez na adolescência, semelhante a um tumor maligno em um corpo frágil, podendo acarretar em impactos irreversíveis ao desenvolvimento do indivíduo.Nessa conjuntura, milhares de mulheres,anualmente, encaram essa problemática, as quais -na maioria dos casos- não tem o amparo financeiro e familiar necessários para lidar com tal questão. Dessa forma, para que haja uma melhora na qualidade de vida mundial, mostra-se premente a tomada de medidas paliativas pelos governos,uma vez que tais ações oriundas do Estado são essenciais à resolução desse problema.

Em primeiro plano, ações contra a gravidez na adolescência já são postas em prática em alguns países,como no caso do Brasil.Entretanto, o método brasileiro utilizado mostra-se ineficaz no combate a essa problemática. Isso fica evidente devido a pesquisa do Dados do Sistema de Informação Sobre Nascidos Vivos (Sinac),a qual demonstra que, nos últimos anos, houve um aumento no número de gestantes menores de idade e ,consequentemente, esses dados evidenciam a atual ineficiência das atuais ações paliativas em combater tal problema. Portanto, para que o número de grávidas adolescentes diminua, novas medidas devem ser tomadas, como -por exemplo- aulas de educação sexual mais voltadas ao debate sobre os perigos da gestação durante a juventude.

Em segundo plano, outro agente ,que agrava esta problemática, é o tabu existente por volta da gravidez durante esse período. Esse prejulgamento dificulta o acesso da adolescente aos cuidados básicos necessários de uma gestante, já que -na maioria dos casos- a sociedade marginaliza os indivíduos que passam por uma gravidez precoce. Além disso, a polêmica que cerca esse assunto dificulta a difusão de informação relacionada a tal problema e ,por consequência, impede que o jovem aprenda sobre o uso dos métodos contraceptivos e os impactos de uma gestação fora de hora. Assim, enquanto houver um tabu sobre a gravidez na adolescência, a desinformação continuará a prevalecer por volta desse tema, de modo a dificultar a resolução dessa questão.

Visto o exposto, portanto, fica claro que esse problema não está sendo combatido da forma mais eficiente.Dessa forma, cabe aos Estados mundiais , por meio das instituições de ensino públicas e privadas, promoverem aulas especiais de educação sexual, as quais terão como destaque as medidas preventivas  com a gravidez e os perigos dela durante a adolescência, no intuito de manter o jovem ciente das formas de proteção e dos cuidados necessários durante o ato sexual e , consequentemente, diminuir o número de casos de gestantes menores de idade. Por fim,somente por intermédio de medidas voltadas a educação que os governos serão capazes de combater esse problema e ,semelhante ao tratamento bem sucedido de um tumor maligno, torná-lo ínfimo.