Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/09/2019

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o  problema do outro. No entanto, quando observa-se o descaso governamental quanto a gravidez prematura no Brasil observa- se que tal ideal é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade da pátria. Nessa perspectiva, é notório que problemas como a falta de educação e diálogo e instrução familiar são fatores que impossibilitam que o país honre o seu lema positivista.

Em primeiro lugar, é fulcral expor que a educação é fundamental para o desenvolvimento de uma nação. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino suficiente. Todavia, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste se dá no alto índice de gravidez precoce. Segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Diante do exposto, é perceptível que o ensino insuficiente corrobora com fatores como a evasão escolar e falta de informação, os quais são pontos chave para a permanência do impasse.

Faz-se mister,ainda, salientar como o tabu familiar em torno de temas sexuais impossibilitam a resolução deste tema. De acordo com o pensador François Rabelais, a ignorância é a raiz de todos os males. Dessa maneira, é inegável que a falta de instrução da família para com os jovens fazem com que estes corram mais riscos ao entrarem na vida sexual ativa, pois podem não estar cientes das consequências que a falta de preservativos durante as relações podem trazer, consequências que não se limitam apenas à gravidez indesejada.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar o impasse. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Educação atue em conjunto com a mídia, criando campanhas escolares que atinjam jovens e adolescentes, distribuindo camisinhas gratuitamente e expondo os riscos da relação sem as mesmas, abordando temas como a gravidez precoce e a contaminação com doenças sexualmente transmissíveis. Tais campanhas além de serem propagadas para jovens do ensino médio, devem ser propagadas em redes sociais e buscarem conscientizar a família sobre a necessidade do diálogo e instrução ao jovem. Somente sob tais perspectivas será possível solucionar a problemática e fazer com que o Brasil honre seu lema positivista, Ordem e Progresso.