Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/09/2019

A gravidez na adolescência é algo que sempre existiu na história, embora tenha sido atribuída noções diferentes à ela ao longo do tempo. Tal fato se deve às mudanças na estrutura familiar, com a mudança do papel feminino na sociedade, e às melhorias na educação dos jovens, o que fez com que esse fenômeno se tornasse um problema social. Desse modo, convém discutir acerca das consequências que a geração de um filho nessa faixa etária pode trazer e, além disso, do que pode ser feito para atenuar os índices referentes a essa questão.

Nos anos 80, houveram várias manifestações de mulheres reivindicando causas feministas, uma delas sendo a distribuição de pílulas anticoncepcionais, as quais, diante do questionamento acerca do patriarcado naquela época, oferecem o poder às mulheres em na decisão de ter ou não um filho. No atual momento, inúmeros métodos contraceptivos são disponibilizados para a população, muitos deles oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Nesse contexto, o número de mães entre 15 e 19 anos vem decrescendo, havendo, contudo, ainda um quadro preocupante, pois elas representam cerca de 20% das mães de bebês que nascem hoje em dia.

Nesse contexto, o que mantém essa estatística ainda elevada é a falta de orientação, tanto de meninas, quanto de meninos, num país em que a educação é precária e excludente. Não coincidentemente, a maioria dos casos de natalidade na adolescência ocorrem, predominantemente, em áreas rurais, periferias e atingem famílias de baixa renda, grupos que carecem de ensino de qualidade e da abrangência de campanhas conscientizadoras. Logo, as pessoas marginalizadas estão mais sujeitas às consequências desse problema, como a evasão escolar e o desemprego

Portanto, é fundamental que as autoridades governamentais atuem em prol da diminuição dos índices referentes a gravidez juvenil. Para tanto, cabe o Ministério da Educação promover caravanas educativas que circulem nos lugares em que há maior incidência de jovens grávidas, oferecendo palestras que elucidem assuntos como ciclo menstrual, fecundação, métodos de prevenção e planejamento familiar para adolescentes de ambos os sexos, com o intuito de fazê-los compreender as consequências que podem ser geradas e, por fim, possibilitar a quebra do ciclo de gravidez precoce das gerações anteriores e atuais da região para que isso não seja mais algo comum.