Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 03/09/2019
De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 10 crianças que nascem no Brasil, duas são filhas de adolescentes. Nesse contexto, nota-se que as políticas públicas ligadas à educação sexual são pouco eficazes, fato que demanda uma maior atenção, principalmente no que tange a falta de informação e ao baixo nível financeiro e social.
Em primeira análise, o filósofo Mario Sergio Cortella afirmava que as famílias confundem escolarização com educação. Dessa forma, quando os pais negligenciam a responsabilidade de orientar os filhos sobre gravidez e como evitá-la, os jovens não obtém as informações necessárias e acabam não se prevenindo da maneira correta por não saber usar os métodos contraceptivos. Isso reforça a importância do governo em intervir por meio de ações educativas.
A posteriori, sabe-se que as dificuldades financeiras enfrentadas por uma parcela da população é um fator preponderante nos casos de gestações precoces. É necessário pontuar que o custo de alguns medicamentos que evitam uma gravidez são altos e que por conta disso as jovens deixam de usá-los. Soma-se a isso a falta de assistência médica, que é fundamental no início de uma vida sexual ativa. Logo, o estado deve dar atenção à saúde dos adolescentes e à assistência social.
Em suma, a gravidez na adolescência é uma realidade comum no Brasil e que necessita de ações governamentais para sua redução. Portanto, cabe à escola, com auxílio do Ministério da Educação, implementar atividades sobre as consequências de uma gravidez indesejada e como preveni-la, por meio de palestras com profissionais da área e com a presença dos pais. Além disso, as Secretarias da Saúde podem oferecer métodos contraceptivos variados gratuitamente ou com descontos nos postos de saúde, associados a consultas médicas mensais, a fim de mitigar o problema a partir da redução do número de gestações na adolescência.