Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/09/2019

Na série norte-americana “Sex Education”, é retratado o cotidiano da adolescente Maeve junto com seus colegas, ao descortinar da trama a juvenil engravida e por não conseguir apoio familiar se submete a um aborto em uma clínica clandestina. Analogamente, fora da ficção, tem-se o aumento do índice de gravidas precoces no Brasil como reflexo de um país não desenvolvido, consequência da ausência de auxílio no campo escolar, bem como de um ambiente familiar conturbado.

Nesse sentido, é válido salientar sobre a baixa estrutura pública educacional na questão de auxiliar os estudantes sobre os impactos de uma gravidez não programada, uma vez que as escolas não fomentam artifícios para realização dessa ação. Tal fato, se correlaciona com pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo, as quais afirmam que apenas 15% das instituições públicas de ensino médio abordam temáticas envolvendo educação sexual com os estudantes. Dessa forma, fica nítido o descaso dos órgãos públicos com o corpo discente das escolas públicas brasileiras, haja vista que não dispõe de profissionais, como sexólogos e psicólogos, que realizariam diálogos e rodas de conversas que abordariam a importância dos métodos contraceptivos. Desse modo, essas ações ajudariam os estudantes a prevenção dos estudantes durante o ato sexual tanto da gravidez precoce, quanto de doenças sexualmente transmissíveis como Aids e Gonorreia.

Outrossim, tem-se o tratamento errôneo da gravidez na adolescência no campo familiar como um fatores colaborados para extensão da problemática, já que os responsáveis por tratarem esse tema como tabu não auxiliam os menores da forma correta. Nesse âmbito, já dizia o engajado sociólogo em questões morais, Zygmunt Bauman, que na modernidade o diálogo nas esferas sociais são fracos devido à imposição de poder e censura de algumas temáticas. Nesse contexto, fica clara a importância de um ambiente parental saudável em que os filhos consigam tirar dúvidas com seus pais e esses possam contar experiências que tiveram durante sua juventude. Todavia, o que ocorre na realidade é um ambiente conturbado, com discussões constantes e expulsão da jovem do lar por causa da gravidez o que acaba submetendo-a a abortos em clínicas clandestinas pondo em risco sua saúde física e mental, com problemas psicológicos como depressão, bipolaridade e crises de ansiedade.

Portanto, para conseguir reduzir o índice de grávidas precoces, é necessário que o Ministério da Educação elabore programas socioeducativos que implementem na BNCC a educação sexual como uma forma de auxiliar os estudantes das DSTs e sexualidade. Esses programas serão financiados por meio de parcerias com instituições privadas, como bancos multinacionais, com o fito de sensibilizar todo o corpo estudantil sobre o tema e, por conseguinte, promover o bem-estar social.