Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 05/09/2019

É indubitável que uma gravidez não planejada traz consequências individuais e coletivas. Apesar das gestações precoces gerarem impactos para a sociedade brasileira, ela ainda persiste, haja vista que as políticas públicas de cunho educativo são escassas no combate do dilema. Desta maneira, faz-se necessário mudanças sociopolíticas no atual cenário.

Primeiramente, é válido mencionar que o desconhecimento dos adolescentes acerca do assunto ainda é prevalente, de modo que ações educativas precisam ser utilizadas para a inversão do quadro. Nesse sentido, a máxima de Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”, demonstra que a construção de uma base sólida de conhecimento faz do indivíduo um ser racional e responsável. Logo, é imprescindível desenvolver iniciativas governamentais para a mudança da situação.

Além do mais, é importante destacar que o preconceito está presente no cotidiano dessas jovens, uma vez que são julgadas por porte da sociedade. Por esse ângulo, o pensamento de Hazlitt, “O preconceito é filho da ignorância”, demonstra que ações de intolerância faz do indivíduo um ser alienado e incapaz de aceitar as diferenças. Assim, fica evidente a necessidade de prevenir e combater esses atos, através de discussões a respeito do assunto.

Infere-se, portanto, que medidas são fundamentais para a mudança da atual condição. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com escolas, devem incluir na grade curricular aulas de educação sexual, por meio das disciplinas de biologia e sociologia, para que os alunos desenvolvam a capacidade de percepção das consequências de uma gravidez não planejada e, por conseguinte, sejam evitadas. Ademais, ONGs de amparo devem criar eventos que debatam sobre o assunto, por meio de palestras, com o propósito de quebrar paradigmas sobre a gravidez na adolescência, a fim de trazer à tona a importância de incluir a jovem como cidadã na sociedade sem preconceitos.