Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/09/2019

A citação do filósofo moderno Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele” com o fenômeno da gravidez na adolescência mostra um paradoxo na sociedade brasileira. Se por um lado, houve avanços: na educação, na conscientização e na publicidade para a diminuição da gravidez, todavia, por outro lado, ainda existem muitas falhas do Estado e baixos investimentos governamentais e a grave consequência são  jovens adolescentes que precisam abandonar o futuro e a carreira profissional para cuidar de seus filhos.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente para jovens e adolescentes, evitando futuras mazelas sociais. No entanto, a realidade é completamente o contrário, visto que o resultado disso são jovens grávidas excluídas socialmente, fora do mercado de trabalho, sendo vítimas de agressões e com sequelas graves de depressão. Dessa maneira, a base de nossa pirâmide etária acaba refletindo a ineficácia ação de nosso governo para com essas minorias, que investe pouco mais de 6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) com o ensino público, segundo dados do IBGE.

Outrossim, já dizia o grande educador e filósofo Paulo Freire: “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão de seus atos”. Analogamente ao pensamento de Freire, o silêncio do Estado é um impulsionador do problema perante a essa parcela significativa da população, que sofre preconceitos e falta de oportunidades por conta de uma gravidez precoce.. Infelizmente, hoje a ação do governo para a redução da gravidez na adolescência se concentra somente em fazer campanha de publicitária uma vez por ano, distribuindo preservativos gratuitamente no Carnaval. Dessa forma, o Estado banaliza o assunto e torna a mazela social ainda mais grave.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham reduzir a gravidez na adolescência. Destarte, é fundamental o Ministério da Saúde aliado ao Ministério da Fazenda trabalhar no sentido da prevenção, primeiramente por meio de investimentos na educação e saúde, destinando em torno de 10% de seu Produto Interno Bruto, principalmente para a população mais carente da educação pública. Além disso, cabe ao Governo em parceria ao  Ministérios da educação incluir peças de teatro dentro das escolas que mostrem as consequências negativas de uma gravidez inesperada, e sobretudo distribua com frequência e gratuitamente preservativos, a fim de que a população da escola se conscientize e entenda essa importância. Somente, por meio da educação será possível reduzir o número de jovens depressivos, corroborando com a ideia de Immanuel Kant.