Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/09/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem estar social. Conquanto, a falta de políticas públicas voltadas para a contenção da gravidez na adolescência impossibilita que jovens desfrutem desse direito universal. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Primordialmente, cabe apontar o dever de suporte do governo para com a gestante e o recém-nascido. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a gravidez na adolescência prevalece em famílias de baixa renda. Devido a isso, as grávidas tornam-se ainda mais dependentes do Estado, necessitando não somente de todo acompanhamento médico fornecido pelo Sistema Universal de Saúde, mas também de auxílios monetários como o Bolsa Família, ocasionando grande impacto na receita governamental do país.

Faz-se mister, ainda, salientar a quebra de perspectiva de vida das adolescentes como fruto desse problema. Em virtude da imaturidade e falta de suporte, as jovens acabam não conseguindo conciliar seu desenvolvimento social e escolar durante e pós a gestação, sendo frequente a evasão escolar por esse motivo. Desta forma, assim como fora dito por Immanuel Kant - “o ser humano é o que a educação faz dele” - é de grande importância que a educação esteja presente na vida do indivíduo, principalmente na juventude, em que o caráter e o conhecimento são aprimorados.

Logo, é imprescindível que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que os índices de gravidez na adolescência sejam amenizados, urge que o Ministério da Saúde faça campanhas educacionais por meio da televisão, internet e também nas escolas, através de propagandas e palestras que conscientizem os jovens sobre os riscos, dificuldades e impactos de uma gestação precoce. Somente assim, os direitos universais de saúde e bem estar serão desfrutados por essa parcela da população.