Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/09/2019
Na atual sociedade brasileira, a gravidez na adolescência ainda é uma adversidade, já que tende a levar as mulheres a futuros problemas, sejam eles físicos, mentais ou financeiros. Sendo assim, é de suma importância que se tome providencias o quanto antes, para que possamos diminuir ainda mais o número de casos, que já teve uma queda entre 2005 a 2015, de 661.137, para 545.565, segundo o Ministério da Saúde.
Além disso, outro dado alarmante é que, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a Fundação Itaú Social e o Instituto Ayrton Senna, entre as meninas que pararam de estudar (33%), o principal motivo para o abandono escolar é a gravidez (26%). Sob essa ótica, fica nítido que, com a gravidez na adolescência, aliada ao abandono escolar, gera-se um ciclo de pobreza, considerando que, segundo dados do IBGE, pessoas com diplomas universitários ganham 2,5 vezes mais do que alguém com ensino médio.
Nesse contexto, outra preocupação relevante é ao que diz respeito a saúde das mulheres, já que, engravidar na adolescência traz riscos, como por exemplo, a prematuridade e o baixo peso ao nascer, tendo em vista que, cerca de 20% da mortalidade infantil no Brasil decorrem do óbito precoce de bebês nascidos de mães entre os 15 e 19 anos, destaca a dra. Evelyn Eisenstein, membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Além disso, segundo pesquisa feita pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da USP, apontou que a depressão pós-parto é mais comum em mães adolescentes.
Sob essa ótica, é de extrema urgência que o governo, junto ao ministério da educação e da saúde tomem providencias o quanto antes, como por exemplo, palestras em sala de aulas para jovens do sexto ano até o terceiro ano do ensino médio, palestras essas que devem ser ministradas por médicos, psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, abordando temas sobre métodos anticoncepcionais, DSTs, riscos de gravidez na adolescência e consequências futuras sobre engravidar ainda jovem. Outra medida cabível por parte do governo, mais especificamente o Ministério da Saúde, seria o uso das redes sociais, tendo em conta que, grande parte dos jovens atualmente passam horas conectados, sendo assim um grande meio de comunicação, e que através de fotos e vídeos, poderiam abordar os riscos da gravidez na adolescência e suas consequências.