Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 05/09/2019

No século XX, ocorreu a Revolta da Vacina, na qual o governo de Rio de Janeiro implementou o programa de vacinação forçado nos habitantes da periferia da cidade. No Brasil hodierno, faltam medidas do governo para diminuir a gravidez durante a adolescência. Dessa forma,não só o tabu de conversar sobre sexo entre pais e filhos perpetua, mas também o nível de evasão escolar entre jovens grávidas aumenta.

Vale ressaltar, a princípio, em muitas famílias não falam sobre sexo com os filhos e acarreta várias consequências, tais como gravidez precoce, infecções sexualmente transmissíveis(ISTs). Conforme a ética kantiana, o individuo age de tal forma que o levou agir torna-se lei universal e aplicável em todos casos. Nesse sentido, é possível perceber que os jovens praticam sexo cada vez mais cedo,de modo que necessitam de informação do assunto e os pais podiam orientar seus primogênitos a respeito, haja vista que muitos jovens acham que os problemas da relação sexual sem proteção não acontece com eles, tanto a gravidez precoce aparece, quanto ISTs cresce entre os jovens. Segundo a médica obstetra Rosângela Maldonado, a família é fundamental para evitar as mazelas do sexo entre os adolescentes por meio da conversa sobre sexo e como se proteger.

Cabe mencionar, em segundo plano, que evasão escolar das adolescentes está relacionada a gravidez e o Estado não cuida de maneira eficaz desse problema. De acordo com Aristóteles, o Estado deve atuar, por intermédio da justiça, para que o equilíbrio seja estabelecido na população. Nessa ótica, observa-se que a ausência de políticas públicas para não só evitar a gravidez das jovens, como também ingressar as grávidas na escola, de maneira que atenuar o índice de desistência de adolescentes do ambiente escolar. Em conformidade com o Instituto de Pesquisa Econômica aplicada, 76% das adolescentes desistem da escola quando engravidam, o que marca um grave retrocesso para o país.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para reverter essa situação. Logo, urge ao Ministério da Educação(MEC) deve implantar na Base Comum Curricular aulas sobre sexualidade, de modo que aborde a temática de gravidez precoce e também palestras nas escolas para alunos e pais para que seja discutido esse assunto, a fim de quebrar o tabu que assola várias famílias que não conversam sobre sexo, diminuir gradativamente a gestação precoce e as ISTs nos adolescentes. Ademais, o MEC deve produzir cartilhas que mostrem as recém grávidas que não há necessidade de largar os estudos por causa da gestação ou do filho, pois podem levar-o para escola e continuar sua trajetória estudantil normalmente.