Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/09/2019
No filme simplesmente acontece, a personagem principal Rosie, acaba engravidando precocemente, o que faz com que ela mude seus planos para o futuro. Fora da televisão, a gravidez na adolescência vem a ser um dos grandes assuntos discutidos pela sociedade. Atualmente, no Brasil, cerca de 16% dos nascimentos são de bebês cujo as mães têm entre quinze e dezenove anos. Isso acontece por conta de uma falta de informação dessas jovens, que acaba levando a uma gravidez, muitas vezes, indesejada.
Nos dias de hoje, a falta de educação sexual leva, não apenas a gravidez não planejada, como também, a um maior risco de exposição a doenças sexualmente transmissíveis. Segundo Ana Luíza Lunardi, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, é importante que a sexualidade seja tratada no ambiente escolar, pois assim, os jovens terão maior conhecimento de como se proteger, evitar gravidez e doenças.
Ademais, essa falta de informação é a principal responsável pelo Brasil estar entre os países onde a gravidez precoce é um problema. Como no filme já citado, muitas meninas que engravidam cedo acabam por abandonar os estudos. De acordo com pesquisas de Ministério da Educação, em parceria de outras organizações, 18% das evasões escolares são causadas pela gravidez.
Portanto, são necessárias medidas para que haja uma redução do número de casos de gravidez na adolescência. O Ministério da Educação, junto do Ministério da Saúde, deve implementar palestras nas escolas referente a educação sexual. Essas palestras serão realizadas duas vezes ao mês e abertas á comunidade, porém terão carácter obrigatório aos alunos matriculados nas escolas que sediarão o evento, de modo a ensiná-los sobre gravidez, formas de evitá-la e doenças sexualmente transmissíveis. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, em alguns anos o número de casos de gravidez precoce no Brasil diminuirá.