Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/09/2019

Muito se debate, hoje, acerca da ocorrência de gravidez precoce nas adolescentes brasileiras. Para reverter essa situação, o Governo deve apostar em medidas que reduzam tais episódios, e a chave para isso é, sem dúvida, a educação, visto que é por meio dela que se alcança o progresso. Como já dizia Paulo Freire ‘’Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’’.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média de tempo de estudo das pessoas com 12 a 18 anos de idade varia entre 4 e 7 anos. Além disso, a taxa das adolescentes- entre 15 e 17 anos- que têm um ou mais filhos é de 6,6% no ambiente urbano e 7,2% no ambiente rural, de acordo com o mesmo órgão. Logo, percebe-se a estreita relação entre escolaridade e gestação precoce, pois com menos informações e orientações sobre sexualidade essas meninas e meninos ficam mais suscetíveis aos casos de gravidez indesejada.

Ademais, é importante ressaltar que a sociedade ainda conserva alguns tabus acerca da sexualidade, por exemplo aqueles que ao tratar sobre o assunto acreditam incentivar os jovens à prática sexual. Partindo dessa premissa, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) instituiu -em Maio de 2019- a Semana Nacional da Prevenção da Gravidez na Adolescência, para mediar a conscientização sobre medidas preventivas e educativas, pois é por meio da disseminação de informações que o corpo social muda positivamente.

Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação) deve impulsionar a educação sexual nas Escolas de Ensino Fundamental dois e Médio, por meio da implantação de uma disciplina que trate e oriente, de forma despreconceituosa, a respeito de métodos contraceptivos, sexo etc, visando o engajamento dos alunos nos debates e pesquisas a respeito. Para que, assim, os quadros de adolescentes grávidas sejam amenizados.