Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 15/09/2019

A série “Sex Education” relata a vida de jovens que não possuem educação sexual adequada, pois, esse assunto não é comentado pela escola e nem pela família. Fora da ficção, essa é a realidade da maioria dos jovens brasileiros, pois esse tema não é debatido como deveria. Em decorrência disso, por falta do uso de métodos contraceptivos, o jovens estão cada vez mais vulneráveis, podendo contrair uma DST (doença sexualmente transmissível) e/ou adquirir uma gravidez indesejada. Sob esse viés, são necessárias medidas estatais e midiáticas para reverter esse cenário.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, a educação sexual é essencial para a vida de um indivíduo. Porém o sistema educacional brasileiro não possui em sua grade curricular esse tema para ser debatido nas salas de aula, e, além disso, muitas famílias não possuem o costume de conversar abertamente sobre tais assuntos, pois geram um certo desconforto. Essa falta de diálogo, pode trazer uma série de problemas para a vida do jovem, tanto uma gravidez precoce como doenças sexualmente transmissíveis, tais como gonorreia e sífilis, uma vez que o adolescente não conhece os riscos e de como se prevenir.

Ademais, é notório que, a gravidez na adolescência causa problemas físicos, já que o corpo do jovem não está preparado para uma gestação tão cedo. Neste caso, não é apenas o jovem que sofre, mas também o bebê, posto que a mortalidade entre filhos de mães novas é muito alta. Essa realidade implica diretamente na sociedade, uma vez que não há ações governamentais postas em prática para reverter tais problemas.

Torna-se evidente, portanto, medidas para alterar o cenário vigente. Dessa forma, é dever do Estado ampliar e por em prática leis já existentes, com intuito de diminuir os índices de gravidez na adolescência. Além disso, é dever das Escolas juntamente com a Mídia, debaterem sobre esse tema, por meio de conversas, propagandas e/ou palestras para os jovens e seus familiares, a fim de compartilhar os riscos e consequências da falta do uso de métodos contraceptivos. E por fim, os Postos de Saúde dos bairros devem reforçar a distribuição de camisinhas nos bairros, para que a população fique imune de tais problemas.