Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/09/2019
É inegável que a gravidez é um processo biológico de extrema importância para a manutenção da espécie humana. Entretanto, quando se trata da gravidez precoce, na adolescência, a situação pode se tornar preocupante e digna de atenção por parte dos agentes públicos. Dessa maneira, para que os números de mães e pais adolescentes diminua, é necessária a ação do governo, de forma que ocorra não só melhorias na qualidade de vida desses jovens, como uma mudança em todo um contexto social. Sobre esse assunto, no cinema, um filme chamado “Juno”, de 2007, retrata a vida de uma garota de 16 anos que engravida e, julgando não ter condições para criar um filho, decide entrega-lo para adoção. Na realidade brasileira, de maneira semelhante, existem muitos púberes que estão no início de sua vida sexual e ainda não têm a maturidade ou as condições necessárias para enfrentar uma gravidez. Como consequência, são aumentados os riscos tanto para a saúde física quanto psicológica desses, configurando, dessa forma, um problema de saúde pública que deve ser combatido. Em segunda análise, é possível notar que, no Brasil, a gravidez na adolescência está ligado diretamente à classe social dos indivíduos. Sob esse viés, dados do Ministério da Saúde apontam que, em relação ao total de nascidos em 2015, 17,26% eram referentes a filhos de mães adolescentes, sendo que a maior parte deste percentual ocorre em famílias de baixa renda. Além disso, é mostrado, também, que tais valores diminuem conforme aumenta a escolaridade. Isso reforça ainda mais a relevância da correta educação desses adolescentes. Diante disso, torna-se evidente a necessidade de uma educação sexual nas escolas, a fim de que as taxas de gravidez nessa fase sejam reduzidas. Para tanto, o Ministério da Educação deve garantir que os alunos tenham em sua grade curricular aulas e palestras que ensinem a importância da prevenção da gravidez e até de infecções sexualmente transmissíveis. Agindo de forma conjunta, o Ministério da Saúde deve garantir a esses jovens o correto acesso a métodos contraceptivos, como as camisinhas (masculinas e femininas). Assim, os jovens podem ter uma vida sexual mais segura, mudando a realidade de muitos brasileiros.