Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/09/2019
De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil, é o país latino-americano que possui a maior incidência de adolescentes grávidas. Indubitavelmente, trata-se de um dado alarmante ao levar em consideração os demais países que o compõem. Ademais, com a nova pauta instituída pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sobre a semana nacional de prevenção da gravidez precoce, somados as implicações na saúde e educação dos jovens, urge analisar a importância do papel governamental na redução desse crescente número.
Mormente, a pobreza, por exemplo, é um fator decisivo para a construção das desigualdades sociais, segundo o Papa Francisco. Ainda sobre essa ótica, suas consequências, em um ambiente juvenil, podem-se manifestar desde a criminalidade (principalmente entre os meninos) à gestação na adolescência (entre as meninas). Portanto, analisa-se que as situações de fragilidades econômicas e educacionais corroboram para o maior número de casos. A tomar de exemplo, pode-se citar o documentário realizado em Palmácia - Ceará o qual mostra a realidade de tantas jovens, em média entre 13 e 16 anos, as quais engravidam e passam a viver isoladas, longe da escola e dependentes de suas famílias e companheiros.
Ademais, como fruto disso, considera-se os efeitos da gravidez antecipada. Sobre esse ângulo, acontecimentos como: evasão escolar, nascimento de crianças prematuras -pelo fato do útero materno não estar desenvolvido-, além da baixa qualificação para o mercado de trabalho tornam-se entraves para os casais. Acrescenta-se, também, o aborto que para muitos será um subterfúgio para evitar essa responsabilidade ou, por causa do corpo infantil, um processo de recusa natural tornando-se algo muito grave para as meninas. Nesse ínterim, retoma-se o exemplo da cidade cearense documentada. Apesar disso, ainda há poucas ações governamentais para mitigar esse problema.
Destarte, faz-se mister a participação pública no combate a gravidez juvenil. Logo, cabe ao Governo Federal, em coalizão com os Ministérios da Educação e da Saúde (MEC e MS, respectivamente), levar debates e palestras para as instituições de ensino, tanto para meninas quanto para os meninos. Além da vivência didática, propor às Unidades Básicas de Saúde (UBS) a função de levar temas relacionados a saúde sexual para os alunos, alertando-os, também, do uso de contraceptivos e da importância do acompanhamento médico. Outrossim, às jovens grávidas, estimulá-las a permanecer na escola com o fito de evitar o abandono escola. Por meio disso, será possível reverter a condição brasileira no cenário mundial, bem como proporcionar aos estudantes mais informação e diminuir casos precoces de gravidez.