Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/09/2019

É incontestável que o sexo é uma das formas mais prazerosas do ser humano se relacionar e seus benefícios também são muito conhecidos. No entanto, quando analisado o fator gravidez na adolescência, é evidenciado que, se não tomadas as devidas precauções, o ato pode trazer diversos problemas para os indivíduos. Assim, em uma época em que a falta de informação sexual e a escassa ação governamental para a redução da gravidez na adolescência são uma realidade, convém discutir as causas e consequências dessa problemática.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, segundo dados do Ministério da Saúde, apesar de a taxa de natalidade entre jovens ter caído dezessete por cento entre 2005 e 2015, os números continuam altos e o Brasil se situa entre os países onde a gravidez precoce é um problema social e de saúde pública. Além disso, a mesma pesquisa revela que os índices de natalidade juvenil são mais comuns em famílias carentes que moram nas periferias e em zonas rurais - locais em que o acesso a políticas públicas é de menor qualidade ou até mesmo inexistentes. Nesse sentido, fica evidente que a inércia de investimentos do governo contribui com a gestação prematura, pois não fornece o mínimo de recursos e informação necessários para a parcela menos favorecida da sociedade.

Ademais, por falta de conhecimento sexual, decorrente de uma pífia política de informatização, os jovens acabam por não utilizar os métodos contraceptivos e, consequentemente, tendo filhos mais cedo do que deveriam. Segundo a médica pediatra do Comitê de Adolescência da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Lilian Day Hegel, as campanhas de conscientização e o diálogo são fundamentais para garantir a diminuição dos casos de gravidez na adolescência. Nesse contexto, o número exacerbado de casos de menores gestantes sinaliza que o diálogo ainda é um tabu a ser superado pela população e, somada a falta de campanhas de conscientização, colaboram para a desinformação do meio juvenil.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização do povo brasileiro a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas escolas e nas redes sociais que detalhem a importância do uso de contraceptivos e advirtam os jovens a necessidade de se fazer sexo seguro, sugerindo a utilização dos preservativos que são fornecidos gratuitamente nos postos de saúde. Além disso, cabe aos pais o diálogo e ao rompimento do tabu de falar de sexo com os filhos, para garantir máxima absorção e entendimento dos problemas de uma gestação prematura. Dessa forma, a ação governamental no combate a gravidez juvenil seria efetivamente aplicada ao Brasil.