Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/09/2019
Destoante da realidade ideal, no Brasil, o contingente de jovens grávidas é altíssimo e representa um grave problema na sociedade. Nesse sentido, parte do problema tem relação íntima e direta com a ineficiência do Poder Público em promover iniciativas de conscientização e incentivo a métodos contraceptivos, uma vez que falha miseravelmente em garantir nas escolas a educação sexual necessária aos adolescentes. Além disso, o contexto socioeconômico do país – caracterizado ainda pela sua emergência frente a lógica geopolítica – atribui à questão um grau maior de complexidade diante dos desafios extras que isso representa.
Nessa perspectiva, os planos da esfera pública para mitigar essa problemática ainda estão muito distantes da necessidade real. Dentro dessa ótica, a incapacidade atual do Estado em promover meios para combater essa realidade fica evidente quando se analisa, por exemplo, dados da Organização Mundial de Saúde, segundo os quais, a cada 1000 meninas entre 15 e 19 anos, 68 engravidam no Brasil, revelando um altíssimo índice mesmo para os padrões de IDH dos países da América Latina, revelando, infelizmente, que por vezes essa realidade social é negligenciada. Desse modo, como resultado direto disso, tem-se, posteriormente, famílias desestruturadas, jovens desamparados e um ciclo que tende a se perpetuar pelas gerações.
Outrossim, o panorama de desigualdade social e econômica no país contribui para o agravamento da situação. Nesse viés, esse cenário é explicado pela ligação inerente entre a pobreza propriamente considerada e os níveis de fecundidade na população analisada pelas teorias neomalthusianas, de acordo com as quais quanto menor for o potencial econômico do indivíduo, maior será a quantidade de descendentes gerados, já que, à miséria, associa-se fatores de baixa escolaridade e oportunidades, resultando na ignorância e na incapacidade de se atentar para os meios possíveis de contracepção. Dessa forma, infere-se que a resolução de tal questão está relacionada a fatores de justificam a própria elevação do IDH brasileiro.
Destarte, é essencial ações que visem diminuir os índices de gravidez entre as adolescentes. Para isso, é premente que o Estado, na figura do Ministério do Desenvolvimento Social, promova formas de divulgar eficientemente os métodos contraceptivos, como campanhas de conscientização e propaganda, utilizando para isso as próprias redes sociais, instrumentos fundamentais de alcance aos jovens, tais quais Instagram ou Facebook, com a intenção de diminuir, pela informação e conhecimento, consideravelmente esse cenário distópico. Desse modo, alcançar-se-á, paulatinamente, um futuro mais digno aos indivíduos e mais próspero à nação.