Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/09/2019
Que horas ela volta? filme escrito e dirigido por Anna Muylert, em 2015, demonstra, em uma de suas cenas, a dificuldade da filha, uma adolescente, em relatar para mãe que engravidou. Essa dificuldade, no que lhe concerne, evidencia os emblemas sociais que essa situação corrobora. Assim, urge a importância de ações governamentais para redução da gravidez na adolescência. Dessarte, é possível inferir que essa conjunção é fomentada pela falta de uma educação sexual eficiente, além de reverberar a debilidade do sistema educacional público como fator preponderante para esse cenário.
A priori, segundo dados divulgados pelo IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- o índice de gravidez precoce, apesar de ter diminuído nos últimos anos, ainda continua expressivo. É possível inferir, dessa forma, que o preconceito da sociedade sobre o tema educação sexual, representada por uma ala da Câmara Federal, por exemplo, contribui para que essa realidade não seja vencida. Uma vez que, encaram essa temática de forma superficial e, por conseguinte, inviabilizam uma discussão eficiente sobre a importância das implicações da educação sexual nessa faixa etária, o qual está relacionado com a finalidade de informar e, por fim, atenuar questões como a gestação na juventude.
Outrossim, a Constituição de 1988, por meio de artigos e dispositivos, explicita que é dever do Estado em desenvolver condições para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes. No entanto, o sistema educacional público deficitário, revela um contexto contrário, o qual não implica no desenvolvimento social dos jovens. À vista disso, contribui para que os índices de gravidezes nessa faixa etária continue expressivo, já que a debilidade no sistema educativo inibe, por exemplo, a criticidade desses jovens e, assim, possuem uma postura mais suscetível para estarem sujeitos a esse situação na juventude. Assim sendo, evidencia que o sistema educational público deficitário é um fator preponderante para que esse quadro, ainda, permeie na sociedade brasileira.
Logo, é necessário que ONGs- Organizações não Governamentais- realizem palestras para a Poder Público sobre a questão da gravidez na adolescência. Para tanto, é fundamental convidar psicólogos que clarifiquem esse assunto, com intuito de que a educação sexual seja mais presente na adolescência, ademais é imprescindível convidar, também, pedagogos com a finalidade de relacionar como o sistema educacional debilitado corrobora para esse quadro e, consequentemente, evidencia a necessidade de uma maior destinação de verbas para a melhoria na qualidade das escolas públicas. Dessa maneira, por meio dessas ações governamentais reduzir-se-á os casos de gravidez precoce.