Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/09/2019
Em 1960, foi lançado o primeiro contraceptivo oral nos Estados Unidos. Na época a pílula representou uma grande revolução aos hábitos sexuais e ao controle de natalidade. Hodiernamente, mesmo com o avanço em relação aos métodos contraceptivos, vê-se que no Brasil a taxa de gravidez na adolescência cresce, sendo indubitável que a mentalidade conservadora e a falta de educação sexual nas escolas agravam ainda mais o quadro.
Primeiramente, é fundamental entender que a sexualidade humana em algum momento se aflora. Sendo assim, é normal que o indivíduo queria ter uma vida sexual ativa. Portanto, a família como grupo primário nas relações sociais têm a função de oferecer aprendizado de vida a esse indivíduo, o que claramente não acontece em muitos casos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2018, aproximadamente 68 a cada mil meninas, na faixa etária de 15 a 19 anos, tiveram filhos. Em contraste, na América Latina a média é de 46 a cada mil meninas. Logo, é perceptível que a mentalidade conservadora de muitas famílias brasileiras colocam às jovens em situação de vulnerabilidade em relação a gravidez precoce.
Ademais, a escola tem um importante papel para amenizar a atual condição. Nessa época, de escolarização, os jovens passam pela puberdade, começam a conhecer seus corpos e a terem suas primeiras paqueras. Nesse contexto, oferecer educação sexual aos alunos contribui para que o amadurecimento ocorra. Ao contrário do que muitos pensam, a educação sexual vem acompanhada de uma metodologia científica e educacional, logo, os profissionais são qualificados para ensinar sobre temáticas que abrangem o sexo. Posto isto, os jovens tem a oportunidade de aprender a respeito de diversas temáticas fundamentais, como por exemplo: o uso correto da camisinha, outro métodos de prevenir ou como proceder diante de uma gravidez não planejada e, até mesmo sobre os perigos de contrair uma DST (Doença Sexualmente Transmissível).
Dessa maneira, evidencia-se que o Governo juntamente ao Ministério da Educação devem investir e dar maior credibilidade ao poder benéfico que emana da educação sexual e, por consequência conscientize a Câmara dos Deputados e o Senado a votarem no projeto que a implementa como grade curricular de ensino. Visto que, a mesma pode ser usada como regulador social, o que ajudará os alunos e boa parte dos pais a compreenderem sobre a importância da camisinha, do acompanhamento médico e do diálogo familiar no meio juvenil. Para que, por fim, haja um declínio nos casos de gravidez precoce.