Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/09/2019

Reconhecido como provedor de altas taxas de gravidez precoce, o Brasil perpetua um grande empecilho no que tange a saúde a pública. Ademais, o país propaga na atual constituição, uma garantia de saúde e bem estar a todos os cidadãos, que não ocorre de maneira efetiva, pois os índices exacerbados de natalidade na adolescência abrangem uma série de consequências que tornam a legislação utópica. Deste modo, surge a necessidade de ações governamentais destinadas à redução da gravidez na adolescência: seja por meio da educação sexual, seja por meio de debates com os pais.

A priori, é necessário ressaltar que a gravidez precoce gera, entre outros efeitos, diversas consequências para as mães jovens. O filme Simplesmente Acontece, apresenta um casal de adolescentes, que pela ausência de cuidados e informações, geram uma gravidez, assim, a jovem se torna a mais prejudicada, deixando de ingressar na universidade. Fora da ficção, a falta de conhecimento configura a principal causa desse entrave, corroborando intrinsecamente para a perpetuação dos altos índices de gravidez na juventude. Segundo Paulo Freire, na obra pedagogia do oprimido, a educação se trata de um agente transformador e de grande importância para a reivindicação de direitos. Assim, a educação sexual deve ser implementada como o principal meio de combate a esse malefício.

Cabe ressaltar, em segundo plano, a importância de debates com os pais, já que estes devem participar de maneira ativa na educação dos filhos, inclusive na educação sexual. No entanto, mesmo que a legislação federal descreva que a educação é um dever da escola e da família, muitos pais não colaboram com a formação integral das crianças e adolescentes, o que caracteriza uma grande problemática. Segundo o IBGE, a cada cinco bebês, um tem a mãe adolescente, tornando imprescindível que medidas sejam tomadas a fim de reverter este processo.

Portanto, é de suma importância que ações governamentais interfiram o quadro abordado. Sendo cabível ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, atuar na implementação de conteúdos sobre a educação sexual, na disciplina de biologia, com aulas expositivas de depoimentos de adolescentes vítimas da gravidez precoce, com a finalidade de demonstrar as perdas geradas e como evitá-las. Além disto, deve ser pautado nas reuniões com os pais, a necessidade de acompanhar e informar os filhos sobre maneiras de impedir a gravidez. Deste modo, as ações governamentais promoverão a redução da gravidez na adolescência, além de aproximar o país do que promove a constituição.