Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/09/2019

Segundo Aristóteles, “a arte imita a vida”. Nesse contexto, ficções cinematográficas constantemente retratam temas de preocupação social, como é o caso do longa-metragem “Juno”. Nesta obra, é representada a gravidez na adolescência, assunto muito discutido na realidade brasileira, que busca ações governamentais que possam empoderar e dar acesso às informações e recursos para que as taxas de gravidez na adolescência diminuam.

Antes de tudo, é preciso entender a importância do empoderamento de meninas, principalmente as de comunidades carentes. Percebe-se, com medidas como a “Dez anos para reduzir a gravidez na adolescência”, aplicada pelos ingleses e terminada em 2010, que a educação sexual é uma medida de empoderamento porque, além de ensinar, dá ferramentas de auto-conhecimento. Segundo a Unesco, tais ferramentas aumentam a capacidade de tomar decisões informadas e fortalece valores e atitudes positivas.

Além disso, faz-se necessário compreender que não basta educar quando não existem políticas públicas efetivas que possam colocar os ensinamentos em prática. Assim, o acesso aos métodos contraceptivos é de suma importância. Segundo a ONU, o Brasil avançou nas últimas décadas com relação à disseminação do uso de medidas anticonceptivas porém, o acesso a esses recursos por jovens de classes mais baixas ainda é deficiente, o que dificulta a diminuição do índice de gravidez precoce. Dessa forma, demonstra-se a necessidade de que tais estratégias sejam apresentadas e estejam disponíveis a população carente que, muitas vezes, não possui dinheiro para obtê-las.

Portanto, entende-se a relevância do empoderamento através da educação sexual e de políticas públicas que abarquem as informações transmitidas. Para que tais ações sejam colocadas em prática, governos federal, estadual e municipal devem trabalhar em conjunto para levar educadores especializados em sexualidade às escolas de comunidades carentes. Ademais, o Governo Federal deve direcionar verbas para que os municípios, com fiscalização para que não ocorra desvios, possam investir em palestras, anticoncepcionais e preservativos, por exemplo. Como resultado, adolescentes mais pobres terão acesso à informação e aos métodos contraceptivos e, consequentemente, o Brasil caminhará para a diminuição da incidência de gravidez na adolescência.