Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 07/09/2019
O documentário “Meninas” do ano de 2006, patrocinado pela Petrobrás, entrevista mães adolescentes e suas famílias abordando os impactos que uma gravidez precoce ocasionam em suas vidas. Nesse Hiato, origina-se retardo de planos, preconceitos e abandonos sociais para muitas jovens. Diante disso, faz jus mencionar fatores que impulsionam, tais como: falta de diálogo familiar e despreocupação estatal e poucos programas de prevenção. Em seguida, fica claro que as ações governamentais presente nas ações de educação sexual escolar é de fundamental importância, utilização da mídia engajada e na ampliação de políticas públicas em regiões carentes também são importantes.
Igualmente, é indubitável que o ensinamento sobre sexualidade nas escolas reduzem o índice de gravidez na puberdade, visto que de acordo com uma pesquisa da OMS, países que abordam tal tema, como a Noruega, diminuíram em 40% os casos de gravidez na adolescência. Tal fato foi abordado pela psicóloga da USP, Marina Fernandes, que expôs que a educação sexual aborda formas de conscientização, riscos, além de formas de prevenção, ou seja, assuntos imprescindíveis aos jovens.
Ademais, é notório que a ampliação de políticas públicas no Brasil é urgente, já que de acordo com o jornal o Globo, o Brasil é um dos países da América Latina que menos se investe em campanhas de prevenção da gravidez na adolescência. Esse quadro, entretanto, é ainda pior quando se aborda as regiões periféricas do Brasil, visto que segundo o site G1, diversas cidades no norte e no nordeste do país não possuem nenhum tipo de campanha de conscientização nas escolas ou nos postos de saúde. Paralelo a esta questão, o sociólogo Milton Santos retratava que mesmo existindo um mundo globalizado, diversos jovens carentes não tem acesso a assuntos importantes como a saúde na gravidez. Além disso, entre as parturientes atingidas pela rede SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas entre 10 e 14 anos, nesses 5 anos 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de aborto clandestinos, de acordo com o Dr Dráuzio Varella em reportagem para o UOL
Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde em conjunto com o ministério da Educação, promova nas escolas, uma matéria na grade curricular que aborde o tema saúde sexual. Isso pode ser feito por meio de aulas com palestrantes e psicólogos que exponham o riscos da gravidez na adolescência, as formas de prevenção, além de promover um debate sobre o tema. Outrossim, o governo deverá criar canais no Youtube onde respondam dúvidas de adolescentes sobre gravidez e sexo seguro. Essas medidas teriam como finalidade uma maior conscientização e, desta forma, reduzir tão questão no país.