Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/09/2019

“Era uma casa muito engraçada,não tinha teto,não tinha nada”.Tal trecho musical,escrito por Vinicius de Moraes,foi,supostamente,inspirado em uma gestação.Longe desse viés artístico,e adentrando à realidade nacional,é conveniente observar que para grande parte das mães adolescentes,devido ao baixo grau de escolaridade,bem como a ausência de diálogos familiares sobre o assunto,tal processo maternal perde,precocemente,seu caráter poético,assim como analisa-se também,as possíveis ações governamentais para a prevenção da gravidez no período da adolescência.

Observa-se, em uma análise inicial,que o alto índice de gravidez precoce está,intimamente,relacionada ao alto grau de evasão escolar das mães.Isso porque a maioria das adolescentes grávidas apresentam baixas expectativas quanto ao seu ingresso no mercado de trabalho,bem como a expansão de seus horizontes pessoais.Assim,como consequência desse ciclo,observa-se o início prematuro das atividades sexuais desprotegidas.Ademais,têm-se a repetição e efetivação da pobreza,visto que essa menina reduzirá,drasticamente,suas oportunidades de ingresso no mercado de trabalho,dado a baixa escolaridade,já que muitas abandonam a escola para cuidarem de seus filhos.Prova de tal efeito negativo na vida dessas jovens é,segundo o IPEA, o fato de mais de 260 mil gestantes adolescentes abandonarem o ensino médio graças a uma gravidez prematura.

Pontua-se,em paralelo a isso,que a ausência de diálogos familiares sobre o assunto contribui,diretamente,para a reincidência de gestações precoces em uma família e suas gerações subsequentes.Tal fato ocorre porque " O homem é fruto do meio que vive" ,segundo o iluminista Rosseau. Dessa maneira,nota-se,consequentemente,a estigmatização do sexo como algo proibido ou que deve ser evitado em diálogos familiares, já que para muitos tal atitude incentivaria a antecipação da prática sexual entre os adolescentes.Todavia,observa-se  que a falta de comunicação familiar sobre tal tema está ,rigorosamente,associada ,segundo o IBGE,a 65% dos casos de gravidez na adolescência no Brasil,bem como 82% desses casos provêm de gerações que engravidaram antes dos 20 anos.

Nota-se,´portanto,que para a redução da gravidez na adolescência,Governo Federal.com o apoio dos Ministérios da Educação e da Saúde devem,através da criação de oficinas de empreendedorismo,dentro das escolas de ensino médio,fortalecer à inclusão dessas jovens no mercado de trabalho, a fim de proporcionarem a essas o aumento  da perspectiva futura em conjunto a redução da evasão escolar.Além disso as escolas,com o auxílio de psicólogos contratados,devem ,através de palestras coletivas e atendimentos individualizados, viabilizar o diálogo familiar,com o intuito de que o caráter poético de uma gravidez não seja frustado pela ausência de ações a respeito do tema.